- Em 2024, os gastos com segurança de CEOs de grandes empresas de tecnologia nos Estados Unidos ultrapassaram US$ 45 milhões.
- O aumento de mais de 10% em relação ao ano anterior se deve a ataques e ameaças recentes.
- O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, teve seus gastos com segurança elevados para US$ 27 milhões, incluindo proteção para sua família.
- A demanda por avaliações de risco aumentou cinco vezes após o assassinato do CEO da United Healthcare, Brian Thompson, em 2023.
- A hostilidade pública contra líderes empresariais cresce, impulsionada por críticas sobre lucros corporativos e questões sociais.
Executivos de grandes empresas de tecnologia enfrentam crescente insegurança em 2024
Os gastos com segurança de CEOs de grandes empresas de tecnologia nos Estados Unidos ultrapassaram US$ 45 milhões em 2024, refletindo um aumento significativo em resposta a ameaças e ataques recentes. Empresas como Meta, Google e Nvidia intensificaram suas medidas de proteção, à medida que seus líderes se tornam alvos de hostilidade pública.
O aumento nos orçamentos de segurança, que cresceu mais de 10% em relação ao ano anterior, é impulsionado por uma série de incidentes alarmantes. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, por exemplo, teve seus gastos com segurança elevados para US$ 27 milhões, incluindo proteção para sua família. James Hamilton, especialista em segurança, afirmou que a preocupação com a segurança dos líderes de tecnologia nunca foi tão alta.
A situação se agravou após o assassinato do CEO da United Healthcare, Brian Thompson, em 2023, e ataques a executivos em eventos públicos. Joe LaSorsa, da LaSorsa Security & Associates, relatou um aumento de cinco vezes na demanda por avaliações de risco, destacando a vulnerabilidade crescente dos executivos do setor.
Aumento da visibilidade e riscos associados
A notoriedade de figuras como Elon Musk e Jensen Huang, da Nvidia, também contribui para o aumento das ameaças. Musk, que viaja com até 20 seguranças, criou sua própria empresa de segurança após receber ameaças de morte. Huang, cuja fortuna ultrapassou US$ 153 bilhões, viu um aumento nos gastos com segurança para US$ 3,5 milhões em 2024, devido à sua visibilidade nas negociações sobre inteligência artificial.
Além disso, o clima de insegurança se estendeu a outros setores. Após o assassinato de Thompson, empresas como CVS e Anthem Blue Cross Blue Shield começaram a remover informações sobre seus executivos de sites, enquanto a Lockheed Martin implementou medidas rigorosas para proteger seu CEO.
A crescente hostilidade em relação aos líderes empresariais é alimentada por críticas sobre lucros corporativos e questões sociais. Especialistas alertam que a violência agora mira a liderança das empresas de forma mais ampla, refletindo um ressentimento público crescente.
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