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Dólar sobe para R$ 5,43 com incertezas após encontro entre Trump e Zelensky

Dólar sobe com aversão ao risco e expectativa sobre política monetária dos EUA, enquanto IBC-Br indica desaceleração econômica no Brasil

Dólar fechou a R$ 5,434, após oscilar entre R$ 5,405 e R$ 5,440. (Foto: Luis Robayo/AFP)
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  • O dólar à vista fechou em alta de 0,67% a R$ 5,434 na segunda-feira, 18.
  • A valorização foi impulsionada pela aversão ao risco e pela expectativa em relação ao simpósio de Jackson Hole.
  • O encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia não resultou em acordos significativos sobre a guerra na Ucrânia.
  • O índice IBC-Br, que é uma prévia da inflação, registrou queda de 0,1% em julho, abaixo da expectativa de alta de 0,1%.
  • A fraqueza do minério de ferro e a instabilidade do petróleo também pressionam o câmbio, enquanto o fluxo de investidores estrangeiros na bolsa limita a desvalorização do real.

O dólar à vista encerrou a segunda-feira, 18, com alta de 0,67%, cotado a R$ 5,434. O aumento foi impulsionado pela aversão ao risco no mercado, em meio a incertezas geopolíticas e à expectativa em relação ao simpósio de Jackson Hole.

Os investidores estavam atentos a uma reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia, que não resultou em acordos significativos sobre a guerra na Ucrânia. O encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin, realizado na última sexta-feira, não trouxe soluções para o conflito, embora ambos os lados tenham relatado progressos. O mercado também monitorava a possibilidade de uma nova visita do presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, à Casa Branca.

Expectativas do Simpósio

O simpósio de Jackson Hole, que começa na quinta-feira, é aguardado com expectativa, especialmente o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. O evento pode influenciar as expectativas sobre a política monetária dos EUA, com especulações sobre um possível corte na taxa de juros em setembro, o que poderia impactar a força do dólar globalmente.

No Brasil, o índice IBC-Br, que serve como prévia da inflação, registrou queda de 0,1% em julho, abaixo da expectativa de alta de 0,1%. Essa queda sinaliza uma desaceleração da atividade econômica, o que pode fortalecer as expectativas de cortes na Selic em 2025, reduzindo a atratividade do real.

Cenário Econômico

A fraqueza do minério de ferro e a instabilidade do petróleo também contribuem para a pressão sobre o câmbio. Ruídos nas negociações comerciais com os Estados Unidos adicionam cautela ao mercado. Apesar disso, o fluxo positivo de investidores estrangeiros na bolsa ajuda a limitar a desvalorização do real, conforme explica Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

O dólar à vista, que é o valor negociado para liquidação imediata, é amplamente utilizado por empresas e instituições financeiras em operações de curto prazo. Já o dólar futuro, negociado na Bolsa de Valores, permite que investidores se protejam contra a volatilidade cambial, refletindo as expectativas do mercado sobre a economia.

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