- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a comunicação da política monetária é um grande desafio.
- Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, ele disse que a comunicação virou quase uma ciência própria e que há relação com a estabilidade financeira.
- Disse que o BC deve evitar protagonismo e não midiatizar seus efeitos; não é função de Estado buscar esse protagonismo.
- A audiência tratou de operações de câmbio durante a gestão do ex-presidente Roberto Campos Neto.
- Acompanhavam Galípolo o diretor de Fiscalização, Ailton Aquino, e o presidente do Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Saadi, que discutia o instrumento das “contas-bolsão”.
Gabriel Galípolo afirmou nesta terça-feira que a comunicação da política monetária é um desafio crescente para o Banco Central. Segundo o presidente, a área evoluiu para uma ciência própria, exigindo equilíbrio entre explicar a política e não protagonizar a atuação do BC. A fala ocorreu em audiência pública na CAE do Senado.
Ele ressaltou que a credibilidade e as expectativas são pilares da política monetária e da supervisão. Também disse que o BC não deve midiatizar seus efeitos nem cruzar a linha para se colocarem como protagonista, reforçando o papel institucional.
Contexto da audiência
A reunião tratou das operações de câmbio durante a gestão de Roberto Campos Neto, com a participação de Ailton Aquino, diretor de Fiscalização do BC. Também esteve presente Ricardo Saadi, presidente do Coaf, para discutir o instrumento das “contas-bolsão”.
A audiência, que ocorreu na CAE, busca esclarecer a comunicação da política monetária e o alcance do mandato do BC, evidenciando a relação entre estabilidade monetária e estabilidade financeira. O objetivo é compreender as estratégias de comunicação do BC sem perder a isenção institucional.
Entre na conversa da comunidade