- Em 2026 há eleições presidenciais no Brasil, elevando a incerteza macroeconômica.
- O Bank of America projeta início de 2026 com corte de 0,5 ponto percentual na Selic, encerrando o ano em 11,25%.
- O IPCA deve cair para 4% em 2026 e o PIB deve ficar próximo de 2%, em desaceleração frente a 2025.
- A isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil deve influenciar a demanda, contribuindo para a fragilização do setor de serviços.
- A visão externa aponta dólar fraco, favorecendo o real e o consumo, com juros de 15% ao ano mantendo atratividade para carry trade.
O ano de 2026 é visto como decisivo para as eleições presidenciais no Brasil, elevando as incertezas no cenário econômico. O dólar tende a permanecer mais fraco, o que valoriza o real, reduz a inflação e subsidia importados. Juros elevados podem sustentar o carry trade externo, influenciando o câmbio conforme o ambiente global.
Segundo analistas, o câmbio externo domina a trajetória da moeda brasileira. O ambiente internacional, com juros yet elevados no Brasil, incentiva investidores a buscar condições mais atrativas no país, mantendo a atratividade de ativos domésticos mesmo diante de dúvidas políticas.
A análise de Bank of America aponta cenário de desaceleração de 2025 para 2026, com efeitos diretos sobre inflação, juros e PIB. O banco projeta queda de 0,5 ponto percentual na Selic no início de 2026, encerrando o ciclo em 11,25%.
Perspectivas para 2026
Beker, chefe de economia para Brasil e de estratégia para América Latina do BofA, afirma que a Selic pode recuar, mas sem sinalizar cronograma firme. A instituição considera que a pausa atual segue dependente dos dados macroeconômicos.
O IPCA deve desacelerar de 4,5% em 2025 para 4% em 2026, segundo o relatório. A queda decorre em parte de pressões externas, como a China, que exporta bens manufaturados e reduz preços globalmente.
O Produto Interno Bruto é estimado em 2% em 2026, frente a 2,5% em 2025, já incluindo a isenção do IR para rendas de até R$ 5 mil. A projeção ressalta desaceleração econômica e a influência de políticas fiscais e monetárias mais contidas.
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