- Sete Magníficas (Apple, Microsoft, Meta, Google, Amazon, Nvidia e Tesla) valorizaram 23% ao ano desde 2021, com impulso de investimentos em IA.
- O Bank of America aponta um grupo latino semelhante às Magníficas, formado por Mercado Livre, Nubank, Itaú, BTG, Weg, Localiza e Raia Drogasil, com alta de 21% ao ano desde 2021, por diversificação setorial.
- O grupo latino é mais diverso, incluindo bancos e varejo/industrial, mas tem menos exposição à narrativa de IA presente nas Magníficas americanas.
- A capitalização de mercado somada das sete Magníficas latinas é de US$ 381 bilhões, bem menos que os US$ 20,9 trilhões das Magníficas americanas; porém, a participação desses papéis no índice é comparável (≈ 31% do MSCI Brasil vs 35% do S&P 500).
- A seleção considerou retorno acima da Selic, capitalização superior a US$ 5 bilhões, classificação por tamanho, Preço/Lucro nos próximos 12 meses, histórico de receita e retorno sobre o patrimônio, com média de quatro anos.
As Sete Ações Magníficas, grupo que reúne Apple, Microsoft, Meta, Google, Amazon, Nvidia e Tesla, têm apresentado valorização média de 23% ao ano desde 2021. A tese envolve investimentos pesados em inteligência artificial e foco em grandes líderes de tecnologia com alto potencial de crescimento.
Nova leitura de mercado aponta um contraste importante: o Bank of America identificou um grupo latino que mais se assemelha às Magníficas americanas em características, formado por Mercado Livre, Nubank, Itaú, BTG, Weg, Localiza e Raia Drogasil.
Esse conjunto latino alcança retorno de 21% ao ano desde 2021, segundo a instituição. A composição é mais diversificada, incluindo bancos, varejo e indústria, diferente do grupo americano, centrado em tecnologia.
É relevante notar a diferença de tamanho: o valor de mercado agregado das Magníficas latinas fica em US$ 381 bilhões, muito abaixo dos US$ 20,9 trilhões das Magníficas americanas.
Apesar da disparidade de capitalização, o peso relativo no índice é semelhante: as Magníficas latinas respondem por cerca de 31% do MSCI Brasil, enquanto as Magníficas americanas representam aproximadamente 35% do S&P 500.
Metodologia
Para a seleção, foram considerados papéis com retorno acima da Selic ao longo de boa parte da história, capitalização superior a US$ 5 bilhões e métricas como preço/lucro projetado, histórico de receita e retorno sobre o patrimônio.
Analistas também usaram a média dos últimos quatro anos para reduzir impactos da pandemia e classificaram as ações pela combinação de tamanho, lucratividade e projeção de resultados.
A comparação entre os grupos evidencia que, embora as Magníficas dos EUA fomentem crescimento global de tecnologia, as Magníficas da América Latina oferecem exposição a dividendos e a ciclos econômicos diferentes.
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