- Em seis anos, o MDS avalia o Fomento Rural em Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Pará, com mil famílias elegíveis.
- A renda total familiar subiu 30%, com a renda do trabalho avançando 44%, e houve maior venda de excedentes.
- As solicitações de crédito cresceram 18%, com melhoria de acesso ao Garantia Safra em MG e Pará.
- Em 2025, foram 32.139 novas famílias e pagos R$ 144,4 milhões, sendo 70,9% dos pagamentos via parcerias.
- Diferenças regionais: RS teve maior impacto na renda; MG registrou queda de 19,5% nos gastos com alimentação e aumento de 130% na participação em associações; Pará apresentou expansão de novas terras e melhoria da infraestrutura produtiva.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) divulgou uma avaliação sobre o Programa Fomento Rural, lançado há seis anos. O estudo acompanha a implementação em Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Pará, com mil famílias elegíveis identificadas pelas Emateres locais. Os resultados apontam efeitos de longo prazo, mesmo diante de choques como a pandemia.
Ao longo do período, a renda total familiar aumentou 30% na média dos três estados, com a renda do trabalho crescendo 44%. A comercialização de produção também avançou, com famílias beneficiárias vendendo excedentes em todos os estados. A integração produtiva ficou mais robusta, registrando aumento de 18% nas solicitações de crédito, destacando Minas Gerais e Pará, onde houve melhoria de acesso ao Garantia Safra.
O relatório ressalta o papel do Fomento Rural como instrumento de enfrentamento da pobreza no campo e de inclusão produtiva sustentável, segundo a coordenadora Ana Amélia da Silva. Os resultados variaram por estado, com impactos mais fortes na renda no Rio Grande do Sul, redução de gastos com alimentação em Minas Gerais e expansão de terras no Pará.
Perspectivas e balanço de 2025
Em 2025, o programa pagou R$ 144,4 milhões às famílias atendidas. Foram 32.139 novas famílias incluídas, das quais 4.585 receberam a primeira parcela e 2.353 a segunda. Do total, 70,9% das adesões ocorreram via parcerias com governos estaduais. Outras origens incluem 16% por meio da integração com Fomento Rural e Cisternas, 10,4% com o MDA via Anater e 2,6% com outros órgãos federais.
O Fomento Rural combina acompanhamento social e produtivo com transferência direta de recursos não reembolsáveis de R$ 4,6 mil por família, divididos em duas parcelas: R$ 2,6 mil e R$ 2 mil. O objetivo é permitir que famílias rurais desenvolvam seus projetos, estruturando a produção e ampliando atividades geradoras de renda e de segurança alimentar.
O relatório aponta oportunidades de fortalecimento, como maior empoderamento feminino, educação nutricional e maior integração com programas como Pronaf, PAA e PNAE, além de ações de conexão com economias urbanas periurbanas. A coordenação ressalta que a pandemia coincidiu com a fase de início da aplicação de projetos produtivos, sugerindo que impactos ainda maiores poderiam ter ocorrido na ausência do choque sanitário.
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