- A peste porcina africana foi detectada em jabalíes no monte de Collserola, perto de Barcelona, levando à perda do status de país livre e à suspensão de mercados de exportação.
- O vírus não afeta humanos; foram confirmados 13 casos de jabalíes na região, e o foco permanece em Collserola.
- Foi aprovado um expediente de regulação temporal de emprego (ERTE) por força maior para 458 trabalhadores da GCTPlus, empresa que fornece mão de obra a quatro matadouros do Grupo Jorge em Santa Eugènia de Berga, na comarca de Osona (Barcelona).
- A medida ocorre devido à reorientação dos fluxos de porcos e ao fechamento temporário de unidades próximas ao foco, com os matadouros devolvendo os trabalhadores à empresa temporária.
- O ERTE é uma suspensão de contrato; ainda não se sabe quantos trabalhadores cumprem os requisitos para receber o benefício, em um setor com forte presença de migrantes e histórico de tensões trabalhistas.
A peste porcina africana (PPA) foi detectada em jabalíes em Collserola, perto de Barcelona, provocando a perda do status de país livre e a suspensão de mercados de exportação. O impacto inicial recai sobre o emprego no setor.
Foi aprovado um ERTE por força maior para 458 trabalhadores da GCTPlus, empresa que fornece mão de obra a quatro matadouros do Grupo Jorge, com sede em Santa Eugènia de Berga, na comarca de Osona, Barcelona. A decisão acompanha a reorientação de fluxos de porcos e o fechamento temporário de unidades próximas ao foco.
Segundo o Departamento de Empresa e Trabalho da Generalitat, o ERTE abrange empregados da empresa de trabalho temporário, que devolveu a força de trabalho aos matadouros. A suspensão ocorre por fim de produção em função da crise sanitária.
O foco da PPA está concentrado no monte de Collserola, onde foram identificados 13 casos de jabalíes. O vírus é altamente contagioso entre jumentos e porcos, mas não representa risco à saúde humana, que pode consumir carne sem perigo.
A medida visa evitar impactos adicionais no sistema de produção de carne na região de Barcelona, já que o grupo Jorge decidiu despriorizar os matadouros mais próximos ao surto. A decisão evita, por ora, manter a operação nesses estabelecimentos.
As situações trabalhistas no setor, com alta rotatividade de trabalhadores migrantes, já foram objeto de negociação histórica entre sindicatos e empresários. A regularização de empregos em cooperativas cárnicas ganhou impulso nos últimos anos, com ações do governo para formalizar vínculos.
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