- O salário mínimo nacional passa de R$ 1.518 para R$ 1.621 em 2026, um aumento de R$ 103.
- O reajuste considera inflação de 4,18% (INPC, 12 meses até novembro) mais teto de alta real de 2,5% (PIB de 2024), mantendo o equilíbrio fiscal.
- O novo valor depende de decreto presidencial assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva; entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026.
- Benefícios ligados ao mínimo, como seguro-desemprego e BPC, passam a ser impactados pelo novo valor, com pagamento de fevereiro de 2026.
- O mínimo serve como referência para cerca de 59,9 milhões de pessoas; o ajuste aumenta gastos obrigatórios do governo e reduz espaço para despesas discricionárias.
O salário mínimo nacional passará a R$ 1.621 em 2026, equivalente a R$ 103 a mais que o valor atual de R$ 1.518. A mudança valerá a partir de 1º de janeiro, com pagamentos para benefícios vinculados ocorrendo em fevereiro.
A elevação é fruto da aplicação da nova regra: inflação medida pelo INPC de 12 meses até novembro de 2025 (4,18%) mais um teto de alta real de 2,5% vinculada ao PIB de 2024, dentro do teto de gastos.
Para valer, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa decretar o novo valor. O decreto oficializa o reajuste e determina a data de vigência, mantendo o equilíbrio fiscal.
Como chegou aos R$ 1.621
Dados do cálculo levam em conta o INPC de 4,18% e o teto de alta real de 2,5%, limitado pelo arcabouço fiscal. Sem o teto, o mínimo poderia chegar a cerca de R$ 1.582 apenas pela inflação.
Impactos esperados
O reajuste altera os gastos obrigatórios do governo, elevando valores de benefícios como seguro-desemprego, abono e BPC. O aumento influencia a distribuição de recursos para outras políticas públicas.
Quem recebe
Segundo a metodologia, 59,9 milhões de pessoas são referência do salário mínimo, incluindo trabalhadores formais, aposentadorias e benefícios ligados ao valor mínimo.
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