- O volume do setor de serviços subiu 0,3% em outubro ante setembro, acima do esperado pela Reuters, mantendo o recorde histórico da série iniciada em 2011.
- O resultado representa a nona alta consecutive e ganho de 3,7% no acumulado do período.
- Transportes teve alta de 1,0% no mês, com aéreo avançando 4,3% e rodoviário de cargas aumentando 0,9%.
- Entre as demais atividades, informação e comunicação subiu 0,3%; outros serviços, 0,5%; profissionais e administrativos, 0,1%; e serviços às famílias, 0,1%.
- Atividades turísticas cresceram 0,8% em outubro, ainda 1,0% abaixo do pico histórico de dezembro de 2024.
O volume do setor de serviços do Brasil avançou 0,3% em outubro, ante setembro, mantendo a tendência de recuperação mesmo com a política monetária restritiva. A taxa Selic em 15% segue impactando a atividade econômica, mas o setor registra o nono mês consecutivo de alta e ganho acumulado de 3,7% no período. O resultado veio após queda frente a setembro, que mostrou alta de 0,7%.
O desempenho ficou acima da projeção de 0,2% prevista pela Reuters, ampliando o recorde histórico da série histórica, iniciada em 2011. Em outubro, todos os cinco seus componentes mostraram alta, com destaque para transportes, turismo e informações. O volume de transportes subiu 1,0% e contribuiu de forma relevante para o desempenho, com o transporte aéreo em alta de 4,3% e o rodoviário de cargas crescendo 0,9%.
Transportes e serviços de apoio
Entre as atividades, informação e comunicação avançou 0,3%, outros serviços 0,5%, profissionais/administrativos 0,1% e serviços às famílias 0,1%. O índice de atividades turísticas registrou alta de 0,8% em outubro, ainda 1,0% abaixo do pico da série, registrado em dezembro de 2024. A expansão do setor de turismo esteve associada ao crescimento das receitas no transporte aéreo de passageiros, segundo o estudo do IBGE.
No acumulado em outubro, o desempenho positivo reflete demanda aquecida no mercado de trabalho, com desemprego em patamares baixos, o que sustenta o consumo de serviços. A avaliação também aponta a influência de fatores sazonais e de entregas de comércio eletrônico e da safra agrícola, que elevam a demanda por transportes rodoviários de cargas.
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