- O BRB, banco controlado pelo governo do Distrito Federal, teve rebaixamentos de rating e está em revisão para novos cortes após a liquidação do Master, que envolveu fraudes com créditos falsos. O BRB comprou quase R$ 13 bilhões em créditos falsos criados pelo Master, sendo que mais de R$ 10 bilhões foram substituídos ou liquidados.
- O presidente do BRB foi dispensado, e o processo de substituição de ativos permanece sob questionamento, com incertezas sobre a qualidade dos ativos usados na substituição e o impacto reputacional.
- A Moody’s informou que a carteira substituída representava pelo menos 21% do portfólio do BRB em junho, com ativos que incluem empréstimos, fundos de investimento, títulos do governo e carteiras originadas pelo Master e pelo Will Bank, elevando o risco de concentração.
- O capital principal do BRB (CET1) estava em 8,1% em junho, abaixo do mínimo regulatório de 7% e em comparação com patamares de Itaú e BTG; o banco contratou uma investigação independente e disse que atua como credor na liquidação do Master.
- A liquidação do Master intensificou os questionamentos sobre a expansão do BRB, que cresceu rapidamente para além de suas origens, com operações sujeitas a escrutínio regulatório e a recentes controvérsias envolvendo ativos adquiridos do Master.
A liquidação do Banco Master expõe fragilidades no BRB, banco controlado pelo governo do Distrito Federal, que vem enfrentando rebaixamentos de crédito e dúvidas sobre a necessidade de capital. Autoridades afirmaram que o BRB, conhecido pela carteira de crédito diversificada, comprou quase 13 bilhões de reais em créditos falsos criados pelo Master. A maior parte dessa carteira foi substituída ou liquidada, mas questões sobre a qualidade dos ativos permanecem.
Dados da instituição apontam que, mesmo com substituição de ativos, há incertezas sobre a solidez financeira e o impacto reputacional. Analistas indicam que o tamanho da carteira substituída indica falhas de controle e gestão de risco, enquanto o banco tenta manter a confiança de investidores e reguladores.
Liquidação do Master e revisão de rating
O BRB está sob revisão de rating com possibilidade de novos cortes, após a exposição a ativos originados no Master. A Moody’s retirou as notas do BRB no início do mês a pedido da própria instituição. A carteira adquirida representava pelo menos 21% do portfólio do BRB em junho, segundo a Moody’s.
Ativos substituídos e qualidade do portfólio
Os ativos substituídos incluem empréstimos para empresas, fundos de investimento em ações, títulos públicos e carteiras originadas pelo Master e pela Will Bank. Há preocupações sobre a concentração de risco e o efeito na qualidade do portfólio no longo prazo.
Defesa institucional e governança
O BRB informou que contratou uma investigação independente sobre a operação com o Master. O Banco Central acompanhou o processo de substituição de ativos. O BRB também afirmou que atua como credor na liquidação do Master e que o conselho aprovou, recentemente, a atuação como assistente de acusação no caso relacionado ao Master.
Contexto de crescimento e desempenho
Histórico recente mostra expansão do BRB para fora do Distrito Federal, com foco em consignado e crédito imobiliário, financiados por depósitos de pessoas físicas e judiciais. Mesmo com esse crescimento, o retorno sobre o patrimônio tem ficado aquém das expectativas, pressionando o índice CET1, que estava em 8,1% em junho, acima do mínimo regulatório de 7%.
Governança e liderança
O presidente Paulo Henrique Costa foi dispensado após a liquidação do Master e afirmou que coopera com autoridades. O ex-presidente do Master, Daniel Vorcaro, foi preso no curso das investigações e, posteriormente, liberado. A gestão do BRB afirma manter o processo de substituição sob supervisão regulatória.
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