- Propõe-se a criação de uma moeda internacional de reserva emitida por países do Sul Global, sem funções nacionais, lastreada em uma cesta de títulos públicos dos países fundadores.
- A cesta pesaria entre quarenta e quarenta e cinco por cento para a China (renminbi), buscando estabilidade por meio de uma combinação de moedas de exportadores e importadores de commodities.
- A emissão seria feita por um banco emissor internacional dedicado, com a Nova Moeda de Reserva (NMR) e Novos Títulos de Reserva (NTR), funcionando em paralelo às moedas nacionais e sem papel doméstico.
- A proposta prevê autonomia operacional do banco, freio de emissão e garantias legais contra sanções, fortalecendo a confiança na nova moeda.
- O cenário admite riscos, especialmente reações negativas do Ocidente, mas argumenta que pode ser uma saída para reduzir a dominância atual do dólar/euro e evitar crises financeiras futuras.
A proposta mais desenvolvida para uma moeda internacional de reserva surge entre países do Sul Global, sem funções nacionais, lastreada por uma cesta de títulos públicos. A ideia vem ganhando corpo desde 2023, com apoio de Cepal e IPEA, como alternativa ao dólar ou ao euro.
O modelo prevê um banco emissor dedicado, não vinculado aos bancos centrais nacionais. A nova moeda circularia apenas em transações internacionais, mantendo soberania de moedas locais nas economias dos países participantes. O objetivo é reduzir dependência de potências tradicionais.
A cesta de lastro incluiria títulos públicos dos países fundadores, com pesos que dariam prioridade à China entre 40% e 45%. O banco emissor criaria a Nova Moeda de Reserva (NMR) e os Novos Títulos de Reserva (NTR), com taxas atrativas.
A credibilidade dependeria de garantias legais de estabilidade e de autonomia operacional. A confiança seria reforçada por mandatos longos para a presidência e por conselhos institucionais, com emissão controlada por um teto.
O peso da China na cesta reforçaria a solidez do lastro, contanto que haja uma combinação de moedas de exportadores e importadores de commodities. A proposta também prevê flexibilidade para excluir moedas com oscilações extremas.
A iniciativa prevê ainda um compromisso explícito de não recorrer a sanções, buscando contraste com abusos associados a instrumentos de punição usados pelo dólar e pelo euro. O tema envolve riscos geopolíticos, especialmente reação de potências ocidentais.
Quais os próximos passos? Especialistas destacam que, além de desafios técnicos, há barreiras políticas. A depender de cenários financeiros internacionais, a ideia pode acelerar debates sobre novas estruturas monetárias no curto a médio prazo.
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