- Do Kwon, magnata sul-coreano das criptomoedas, foi condenado a quinze anos de prisão em Nova York na quinta-feira, 11.
- Ele se declarou culpado, em agosto, de conspiração para fraude e fraude eletrônica, e foi preso após ficar foragido.
- A sentença envolve a quebra de mais de quarenta bilhões de dólares (217 bilhões de reais) em 2022, ligada à Terraform Labs.
- Kwon promoveu TerraUSD, uma stablecoin atrelada ao dólar, e Luna; o colapso dessas moedas abalou o mercado global de criptomoedas.
- Ele deixou a Coreia do Sul e foi preso em Montenegro, março de 2023, no aeroporto de Podgorica, com passaporte falso da Costa Rica.
O magnata sul-coreano das criptomoedas Do Kwon foi condenado a 15 anos de prisão em Nova York nesta quinta-feira, 11. A pena envolve acusações de conspiração para fraude e fraude eletrônica, após ele ter se declarado culpado em agosto. O veredito encerra um caso que abalou o mercado global de criptomoedas.
Kwon é presidente e fundador da Terraform Labs, empresa por trás das moedas TerraUSD (UST) e Luna. A dupla perdeu valor de forma abrupta em maio de 2022, levando a uma queda superior a 40 bilhões de dólares (aproximadamente 217 bilhões de reais). Especialistas descreveram o episódio como um golpe de grande impacto para o setor.
A TerraUSD era apresentada como uma stablecoin, supostamente atrelada ao dólar, o que não ocorreu na prática. Milhares de investidores perderam suas economias, alimentando críticas sobre a volatilidade e a falta de lastro de algumas criptomoedas. Do Kwon deixou a Coreia do Sul antes do colapso e permaneceu foragido por meses.
Impacto no mercado e repercussão
Em março de 2023, Kwon foi preso no aeroporto de Podgorica, em Montenegro, quando tentava embarcar para Dubai usando um passaporte falso da Costa Rica. A condenação de Nova York reforça o escrutínio regulatório sobre plataformas e ativos digitais, com autoridades enfatizando a necessidade de diligência na promoção de criptomoedas.
A defesa ainda não apresentou novos recursos, e as informações oficiais sobre a sentença foram divulgadas por veículos norte-americanos. O caso continua a influenciar debates sobre proteção de investidores e transparência no ecossistema cripto global.
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