- A Riachuelo planeja abrir entre quinze e vinte lojas em 2026, com capex total estimado entre R$ 150 milhões e R$ 180 milhões (aproximadamente R$ 120 milhões apenas para novas unidades).
- O investimento por loja fica entre R$ 7 milhões e 11 milhões, dependendo do tamanho; a média apontada foi de cerca de R$ 8 milhões por unidade.
- A pop-up de 240 metros quadrados em Pinheiros, São Paulo, funciona por doze meses como protótipo do novo conceito e terá atualizações de layout e coleção a cada quinze dias; a loja opera com self-checkout.
- A estratégia prioriza a experiência do cliente como pilar central do crescimento, com foco em desenvolvimento da marca, produto e reformas de lojas para 2026.
- A venda do Midway Mall, em Natal, está em avaliação com possível distribuição de dividendos aos acionistas; a operação está sob análise do Cade e o valor da transação não foi confirmado.
A Riachuelo pretende abrir entre 15 e 20 lojas em 2026, com investimento total entre 150 milhões e 180 milhões de reais. O montante inclui reformas e ampliações, conforme explicou o CEO do Grupo Guararapes, André Faber, durante a inauguração da loja pop-up em Pinheiros, São Paulo, nesta quinta-feira 11.
Segundo Faber, o investimento por unidade fica entre 7 e 11 milhões de reais, variando pelo tamanho. Em uma média de 8 milhões por loja, a abertura de 15 unidades em 2026 representa cerca de 120 milhões apenas para novas lojas.
A pop-up de 240 m² em Pinheiros funcionará por 12 meses como protótipo do novo conceito. O espaço terá atualizações de layout e coleções a cada quinze dias, sob curadoria, e marca o uso pleno de self-checkout. A iniciativa prioriza a experiência do cliente.
Pop-up em Pinheiros: funcionamento e foco
O projeto visa testar o modelo antes das aberturas e reformas previstas para 2026. O self-checkout chega a 100% da loja, com continuidade do plano de ampliar esse formato na rede, sem metas de penetração divulgadas.
Além da estratégia de lojas, a Guararapes avalia a venda do Midway Mall, em Natal, anunciada em novembro. O acordo envolve consórcio liderado pela Capitânia e a transação está sob análise do Cade. A intenção é distribuir parte relevante dos recursos aos acionistas.
André Faber afirmou que a direção pretende manter o foco no core business de moda e, se houver oferta atrativa, considerar a venda do shopping. Segundo ele, a operação gera caixa positivo e a dívida é baixa, o que sustenta a possibilidade de dividendos. O valor da transação não foi confirmado pela empresa.
Dividendos e desdobramentos
Analistas de mercado estimam que eventual pagamento de dividendos extraordinários poderia representar 20% a 25% do preço da ação, conforme relatório posterior ao anúncio. A direção enfatiza que a visão é concentrar esforços no negócio principal e no serviço financeiro do grupo, a Midway.
A Guararapes destaca que a estratégia segue três pilares: desenvolvimento da marca, produto e reforma das lojas. O objetivo é manter disciplina financeira enquanto expande a presença da moda brasileira.
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