- Em 2024, a carga tributária brasileira atingiu recorde, ficando em 18,4% do PIB, o maior nível desde o início da série histórica em 2002.
- A Receita Federal alterou a metodologia, excluindo FGTS e Sistema S do cálculo, para facilitar a comparação internacional; mesmo assim houve alta de dois pontos percentuais no PIB.
- Cerca de 70% desse aumento de 2 p.p. é atribuído à União; os demais impactos ocorreram também nos estados e municípios.
- Os principais motores do aumento foram PIS/Pasep, Cofins (federais) e ICMS (estaduais), com contribuição de IPI e IRRF.
- Em 2024, a arrecadação líquida ficou em 18,4% do PIB, e os tributos sobre bens e serviços somaram 14% do PIB (43,5% da carga total).
A carga tributária brasileira atingiu novo recorde em 2024, segundo dados oficiais da Receita Federal. O aumento ocorreu mesmo com a mudança metodológica que exclui FGTS e Sistema S do cálculo, alinhando o indicador a padrões internacionais. A alta vale para todos os entes federativos.
Em 2024, houve alta de 2 p.p. no PIB em relação a 2023, impulsionada por PIS/Pasep, Cofins e ICMS. Ajustes de IPI e IRRF também contribuíram para a elevação da arrecadação. A receita líquida ficou em 18,4% do PIB, o maior patamar desde 2013.
Mudança metodológica e impacto
A Receita Federal informou que a exclusão de FGTS e Sistema S reduz distorções entre metodologias. Mesmo assim, o crescimento da carga tributária foi significativo, refletindo elevações de tributos em todos os níveis de governo. 70% do aumento tem origem federal.
Os dados mostram que, entre os tributos, a principal participação veio de impostos sobre bens e serviços, que somaram 14% do PIB em 2024, representando 43,5% da carga total. O IRRF e a tributação sobre a renda contribuíram com 9,1% do PIB.
Comparação e contexto internacional
A comparação com 2023, segundo a Receita, usa dados internacionais disponíveis até o momento. A carga líquida de 2024 segue sem alterações na participação da renda, mantendo o Brasil abaixo da média OCDE nesse componente. O relatório aponta projeção de 18,39% do PIB para 2025.
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