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Cinco pontos para contratações mais assertivas em 2026

Recrutamento passa a rotina estruturada a partir de 2026, com IA na triagem, entrevistas padronizadas e onboarding intensivo para aumentar retenção

Mercado Tech enfrenta dificuldade para contratar, mas não é por falta de profissionais
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  • Mudanças nas contratações devem ocorrer a partir de 2026 para melhorar retenção de talentos e reduzir turnover, com processos mais estruturados integrados à rotina das empresas.
  • Em 2025, a empresa conduziu mais de cinquenta processos seletivos para contratos acima de três meses e atendeu mais de cem demandas de diárias e freelas.
  • Entrevistas estruturadas devem se tornar regra, com roteiros iguais e critérios de avaliação padronizados para reduzir vieses.
  • O onboarding passa a ter foco nos primeiros 30 dias, com check-ins semanais e apoio do gestor para alinhamento de ritmo, cultura e expectativas.
  • A IA já auxilia na triagem de currículos e organização de bancos de talentos, mas a decisão final continua sendo humana, baseada em contexto, valores e comportamento.

O setor de recrutamento sofrerá mudanças relevantes a partir de 2026, com foco na retenção de talentos e redução do turnover. Especialistas afirmam que processos mais estruturados, com uso de tecnologia e critérios claros, devem se tornar rotina nas empresas. O movimento já está em curso, segundo oCEO da HUG, Gustavo Loureiro Gomes.

Em 2025, a HUG realizou mais de 50 processos seletivos para contratos acima de três meses e atendeu mais de 100 demandas de diárias e freelas. A experiência indica que decisões baseadas na intuição estão sendo substituídas por métodos técnicos, com métricas objetivas e etapas definidas.

Tendência de entrevistas padronizadas

A padronização das entrevistas deve se tornar regra, com roteiros iguais e critérios de avaliação consistentes. Entrevistas mais objetivas reduzem vieses e ajudam em áreas com escassez de profissionais qualificados. A prática favorece comparações diretas entre candidatos.

Onboarding e primeiros dias

O processo seletivo não encerra na contratação. O alinhamento é confirmado no primeiro mês de trabalho, com check-ins semanais e integração ao time. Raquel Nunes, líder de RH da HUG, afirma que o onboarding impacta permanência e desempenho, desde o início, sem vigilância excessiva.

Preparação do recrutador antes da conversa

Preparar o recrutador para compreender o histórico do candidato eleva a qualidade da entrevista. Conhecer projetos e experiências evita perguntas genéricas e aprofunda a avaliação de entregas e aprendizados, fortalecendo o engajamento do candidato.

Transparência desde o primeiro contato

Informações essenciais devem ser apresentadas desde o início: remuneração, modelo de trabalho, benefícios e requisitos. A clareza reduz desalinhamentos e desistências ao longo das etapas, além de atrair profissionais alinhados ao escopo da vaga.

IA como apoio ao recrutamento

Ferramentas de IA já ajudam na triagem de currículos e organização de bancos de talentos. Em processos com mais de mil inscritos, a tecnologia reduz o volume inicial para grupos menores e qualificados. A IA agiliza retornos aos candidatos, melhorando a experiência. A decisão final, no entanto, continua humana, pois leitura de contexto e valores é essencial.

Equilíbrio entre tecnologia e leitura humana

Especialistas afirmam que o futuro do recrutamento está no equilíbrio entre tecnologia e avaliação qualitativa. A tecnologia organiza e acelera, mas as contratações mais assertivas dependem da compreensão de cultura, comportamento e expectativas.

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