- A Investment Association (IA), com membros que gerem cerca de £10 trilhões, avisou companhias listadas no Reino Unido para evitar usar apenas benchmarking para justificar grandes aumentos de remuneração de executivos.
- Em sua carta anual, a IA afirma que o benchmarking isolado não basta e pode provocar efeito de ratchet no mercado, exigindo racionalizações bem embasadas.
- A organização não nomeou empresas, mas espera que os comitês de remuneração apresentem justificativas substanciais, pois divulgações genéricas têm sido comuns.
- A mensagem chega em meio ao debate sobre salários no Reino Unido, com pressionar por equilíbrio entre atrair talento e remunerar desempenho.
- Dados relevantes citados: o LSE tem feito críticas à escalada de salários e a mediana de remuneração dos CEOs do FTSE 100 subiu cerca de 11% para £6,5 milhões no último ano.
O Investment Association (IA), que representa acionistas com cerca de £10 trilhões sob gestão, alerta que o benchmarking isolado não basta para justificar grandes aumentos salariais de executivos. Em carta anual, a IA afirma que esse argumento pode provocar efeito de escalonamento no mercado de ações FTSE 350.
A entidade exige racionalizações bem fundamentadas que conectem remuneração ao desempenho, sem nomear companhias. A carta não especifica exemplos, mas reforça a necessidade de explicações acima do simples alinhamento com pares ou retenção de talentos.
O objetivo é que comitês de remuneração demonstrem, de forma transparente, a relação entre salário, bônus e resultados corporativos. A mensagem chega em momento de debate sobre remuneração no Reino Unido, com pressão por sistemas mais responsáveis.
Contexto e impactos
A IA lembra que empresas de destaque no Reino Unido não devem usar argumentos genéricos para justificar aumentos. Membros apontam que justificativas recentes muitas vezes recorrem a parâmetros de concorrência sem dados adicionais.
O tema ganha relevância à medida que grandes companhias preparam relatórios anuais para a temporada de assembleias de acionistas na virada da primavera. Em torno dessa discussão, executivos como o CEO da London Stock Exchange Group tiveram reajustes expressivos já aprovados pelos investidores.
Perspectivas do mercado
Na prática, o setor enfrenta pressões sobre remuneração de topo. Dados indicam que o salário mediano de CEOs do FTSE 100 subiu 11% no último ano, em linha com o ritmo global, mas acima de algumas referências internacionais. Analistas destacam a necessidade de medir valor criado versus remuneração, considerando a equidade interna.
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