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Natal 2025: consumo brasileiro limitado por juros elevados e inflação

Varejo de São Paulo projeta recorde de dezembro com 4% de alta, mas demanda permanece contida pelo aperto monetário e pela inflação

Em 2024, o Natal (25) cai em uma quarta-feira
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  • Em dezembro de 2025, o varejo paulista deve registrar o maior faturamento mensal da série histórica, com alta prevista de quatro por cento em relação a dezembro de 2024, totalizando cerca de R$ 149,7 bilhões.
  • O crescimento é puxado pela ceia de Natal (mais seis por cento) e por roupas e calçados (mais nove por cento), além de farmácias e perfumarias com alta de seis por cento.
  • O ritmo de altas é mais moderado que no ano passado, quando as vendas avançaram sete por cento; juros altos e inflação acima da meta ajudam a frear compras de bens duráveis.
  • A pesquisa da FGV indica que quarenta e oito por cento dos brasileiros pretendem presentear neste Natal, com predomínio do consumo online (quase quarenta por cento).
  • No cenário de serviço, a Abrasel SP aponta otimismo: setenta e três por cento dos estabelecimentos esperam aumento de vendas, com perspectiva de contratar parte do quadro de funcionários nos últimos meses do ano.

O Natal de 2025 deverá ser marcado por consumo mais contido, mesmo com aumento de compras em relação a 2024. A data, tradicionalmente importante para o varejo, ocorre em 25 de dezembro, e o cenário atual aponta compras mais conservadoras diante de juros altos e inflação persistente.

Segundo a FecomercioSP, o varejo paulista pode registrar o maior faturamento mensal da história em dezembro, impulsionado pela ajuda do 13º salário. A estimativa é de 4% de alta ante dezembro de 2024, elevando o faturamento a cerca de R$ 149,7 bilhões.

Entre os setores, os itens da ceia devem crescer 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Lojas de roupas e calçados teriam incremento de 9%, gerando aproximadamente R$ 1,4 bilhão a mais. Farmácias e perfumarias também devem fechar com ganho de 6%.

Apesar das projeções otimistas, o ritmo de alta é menos intenso do que em 2024, quando as vendas cresceram 7,3%. Em São Paulo, a alta esperada é de 4%, bem abaixo dos 6,8% de dezembro de 2024. A federação ressalta que o Natal pode acompanhar a variação do varejo em 2025, estimada em 5%.

A desaceleração decorre da situação econômica do país: juros elevados reduzem o crédito para bens duráveis, e a inflação permanece acima da meta do Banco Central, ainda que em queda gradual. O mercado de trabalho mostra aquecimento: desemprego de 5,4% no trimestre encerrado em outubro e salários que avançaram 4% no terceiro trimestre, segundo o IBGE e o Ipea.

Comportamento do consumidor

A FGV aponta que 40,8% dos brasileiros pretendem presentear neste Natal, 31,7% não devem comprar e 27,5% estão indecisos. Entre os que não irão presentear, 64,6% citam dificuldades financeiras, indicando restrição de renda como principal motivo.

Entre quem vai comprar, quase 40% planejam gastar o mesmo que no ano anterior, 33,7% reduzirão o gasto e 21,7% querem ampliar o orçamento. O orçamento costuma ficar entre R$ 51 e R$ 300. Compras online predominam: 39% farão a maior parte pela internet, 25% vão às lojas físicas, 24,9% mesclam online e offline, e 11% escolhem shopping centers.

As compras concentram-se em dezembro, com foco no início e na metade do mês, condicionadas ao salário e ao 13º.

Ponto de atenção para o varejo e o setor de bares

Especialistas externos avaliam que, mesmo com o 13º salário, o estoque de renda limita o crescimento de bens duráveis. A leitura do IVS aponta teto de consumo e impactos do crédito caro. O cenário aponta continuidade da desaceleração ao longo do ano.

Fora do varejo, o setor de bares e restaurantes em São Paulo projeta faturamento maior no fim do ano, entre 10% e 30%. A Abrasel SP aponta 73% dos estabelecimentos esperam aumento de vendas, com planejamento de ações para atrair grupos e clientes corporativos. O levantamento também aponta disponibilidade de vagas: 7 mil oportunidades na cidade, com 30% dos empresários prevendo ampliar o quadro de funcionários.

Fontes nacionais citadas incluem FecomercioSP, FGV, IBGE e Ipea, cujos dados ajudam a balizar as expectativas para o Natal 2025 e o desempenho do varejo paulistano, bem como o ambiente de bares e restaurantes no fim do ano.

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