- Hapvida anuncia transição de liderança: Luccas Augusto Adib assume a presidência Gradual até 2026, e Jorge Pinheiro passa a chairman executivo.
- Sucessão foi planejada pelo conselho, com foco em disciplina de capital, eficiência operacional, revisão de portfólio e transformação digital.
- Adib tem seis anos de empresa; foi diretor financeiro desde dezembro de 2023 e passou a diretor de tecnologia em abril de 2025.
- A companhia segue com dívida líquida de R$ 4,25 bilhões, Ebitda em queda e sinistralidade em 75,2%, pressionando a avaliação de mercado.
- No terceiro trimestre de 2025, houve lucro líquido de R$ 337,7 milhões e Ebitda ajustado de R$ 746,4 milhões, com crescimento de receita e tíquete, mas alavancagem elevada.
A Hapvida divulgou, nesta segunda-feira, que Luccas Augusto Adib assumirá a presidência da empresa, de forma gradual, ao longo de 2026. A mudança substitui Jorge Pinheiro, que passa a atuar como chairman executivo.
A transição faz parte de um plano para reforçar disciplina de capital, eficiência operacional, revisão de portfólio e transformação digital. Pinheiro deixará o posto de CEO conforme cronograma de 2026.
Adib já ocupa a diretoria financeira desde 2023 e, desde 2025, acumula a função de diretor de tecnologia. O conselho de administração conduziu o processo de sucessão para assegurar continuidade estratégica.
Mudança de liderança
A empresa aponta que a escolha de Adib está alinhada ao objetivo de acelerar transformações internas. O foco inclui experiência do usuário, revisão de produtos, posicionamento estratégico e governança de capital.
A Hapvida também reforça que a transição visa manter estabilidade na gestão durante a implementação de melhorias. O compromisso é com a geração de valor e a sustentabilidade dos resultados.
Contexto financeiro
No terceiro trimestre de 2025, a dívida líquida da Hapvida atingiu 4,25 bilhões de reais, alta de 3,7% frente ao ano anterior. A elevação mantém a pressão sobre o balanço.
O EBITDA ajustado recuou 2,1% no trimestre, para 746,4 milhões. A sinistralidade subiu para 75,2%, elevando custos com utilização de serviços e expansão da rede própria.
Apesar do crescimento de receita e do tíquete médio, a relação dívida/EBITDA permaneceu em 1,0 vez, sinalizando que o equilíbrio entre expansão e endividamento continua sendo um desafio para a gestão.
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