- IPCA-15 de dezembro subiu 0,25% e a inflação em doze meses caiu para 4,41%, encerrando o ano abaixo do teto da meta de 4,50%.
- A desinflação de alimentos persistiu, com queda de 0,08% no mês, marcando a sexta deflação anual consecutiva.
- Preços administrados registraram alta de 0,31%, puxados por tarifas de energia e combustíveis.
- Inflação de serviços ficou acima do esperado, em 0,65% mensal e 6,0% no ano, com pressão de alimentação fora do domicílio e valores de condomínio.
- O Copom deve iniciar cortes de juros apenas em março, com projeções de IPCA em torno de 4,3% para 2025 e 4,2% para 2026, mantendo cautela com inflação de serviços e mercado de trabalho.
O IPCA-15 de dezembro subiu 0,25% ante novembro, em linha com as expectativas. A inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,41%, ficando abaixo do teto da meta de 4,50% estabelecido pelo BC. A inflação anual encerrou 2024 com queda.
Alimentos seguiram em desinflação pela sexta vez, com queda de 0,08% no mês. Já os preços administrados subiram 0,31%, impulsionados por tarifas de energia e combustíveis. O desempenho de alimentos contribuiu para a inflação de 12 meses.
O componente de serviços ficou acima do esperado, aumentando 0,65% mensalmente e 6% no ano. Alimentação fora do domicílio e condomínio puxaram esse avanço em um cenário de mercado de trabalho relativamente firme.
Desdobramentos e cenários
A expectativa para o Copom é de iniciar cortes apenas em março. Projeções mostram IPCA em 2025 em torno de 4,3% e 2026 em 4,2%, com cuidado particular sobre inflação de serviços e o mercado de trabalho.
Analistas destacam que a desinflação de alimentos ajuda, mas a inflação de serviços mantém pressão. Tatiana Pinheiro, da Galapagos Capital, aponta que a desaceleração dos serviços é necessária para começar o ciclo de cortes.
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