- Ouro à vista subiu 2,2% e atingiu máximo histórico de US$ 4.441,92 por onça; o fechamento foi de US$ 4.434,26 e os contratos futuros ficaram em US$ 4.469,40.
- A alta é reflexo da busca por ativos seguros em meio às tensões entre Estados Unidos e Venezuela.
- A prata avançou 1,9%, com novo topo de US$ 69,44 por onça; fechou em US$ 68,40.
- O ouro acumula alta de mais de 69% neste ano, impulsionado por compras de bancos centrais e juros baixos.
- Há expectativa de que o presidente do Federal Reserve possa ser indicado no início de janeiro, com debates sobre cortes de juros.
O ouro avançou mais de 2% nesta segunda-feira, atingindo recorde histórico, em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Venezuela. A prata também tocou máximas históricas, enquanto o dólar ficou mais fraco diante de moedas-chave.
O metal precioso passou a citar US$ 4.434,26 por onça, após máxima de US$ 4.441,92. Os contratos de ouro para fevereiro fecharam em US$ 4.469,40 por onça. A alta ocorreu com demanda por refúgio em cenários geopolíticos incertos.
Analistas apontam que o aumento de tensões entre EUA e Venezuela sustenta o movimento de valorização do ouro. Em relação ao petróleo, Trump anunciou bloqueio a petroleiros sujeitos a sanções que operam com a Venezuela.
Contexto geopolítico e perspectiva de juros
Trump pode indicar um novo presidente do Fed no início de janeiro, segundo a CNBC. Avalia-se que o nome pode influenciar a política de juros norte-americana e o prêmio de risco no mercado de ouro.
O dólar caiu marginalmente contra uma cesta de moedas, tornando o ouro cotado em dólar mais atrativo para compradores internacionais. A prata acompanhou o ganho do metal, com alta de quase 2%.
Desempenho de prata e metais nobres
A prata à vista subiu 1,9%, para US$ 68,40 a onça, com máxima de US$ 69,44. O metal acumula alta superior a 136% neste ano, impulsionado pela demanda e por déficits de oferta.
A platina subiu 5,4%, para US$ 2.079, atingindo o nível mais alto em 17 anos. Já o paládio avançou 2,1%, a US$ 1.748,84, aproximando-se de sua maior cotação em quase três anos.
Observação de mercado
O ouro manteve-se como ativo de refúgio em períodos de incerteza econômica e geopolítica. Analistas destacam que compras de bancos centrais e juros baixos colaboram para o movimento de alta, com projeção de novos patamares no longo prazo.
Fontes: atualização de mercado de segunda-feira, com referências a movimentos de ativos e declarações de analistas financeiros.
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