- A Halter expandiu para os Estados Unidos, com escritório no Colorado, atendendo 200 agricultores em 22 estados e mais de 39.400 quilômetros virtuais de cercas.
- Em rodada de financiamento de série D, a empresa levantou US$ 100 milhões, com avaliação de US$ 1 bilhão, tornando-a unicórnio da Nova Zelândia; liderou a BOND.
- Planos de expansão incluem Reino Unido, Irlanda, Argentina e Brasil.
- Atualmente, a Halter atende 1.300 fazendas na Nova Zelândia, Austrália e EUA, gerenciando cerca de 650 mil vacas com 809,3 mil quilômetros de cercas virtuais.
- As coleiras guiam o rebanho por vibrações, sons e, se necessário, pulso elétrico de baixa energia; a empresa também coleta dados de saúde das vacas e oferece pacotes de assinatura a partir de NZ$ 9,90 por coleira.
A Halter, empresa de cercamento virtual para rebanhos, expandiu suas operações para os Estados Unidos, abrindo escritório no Colorado. A startup, liderada pelo CEO Craig Piggott, já atende 200 agricultores em 22 estados, com mais de 39.400 quilômetros virtuais gerenciados.
Fundada há nove anos em Auckland, na Nova Zelândia, a Halter utiliza coleiras inteligentes que guiam vacas por meio de vibrações e sinais sonoros, com reforço por pulso elétrico de baixa energia quando necessário. O objetivo é aumentar produtividade e bem-estar animal.
A empresa já atende 1.300 fazendas na NZ, Austrália e EUA, gerenciando cerca de 650 mil vacas e 809 mil quilômetros de cercas virtuais. O mercado neozelandês continua sendo o principal, respondendo por boa parte da base de clientes.
Expansão nos EUA e projeções globais
Desde a abertura do escritório no Colorado, a Halter expandiu a base para mais de 200 agricultores em 22 estados, totalizando 39.400 quilômetros de pastagem controlados virtualmente. A expansão ocorre com foco de atuação nos próximos anos em Reino Unido, Irlanda, Argentina e Brasil.
Em junho, a Halter levantou US$ 100 milhões em uma rodada de série D, liderada pela BOND, elevando a avaliação da empresa para US$ 1 bilhão. O aporte consolidou o status de unicórnio da companhia na região.
Modelo de negócios e tecnologia
As coleiras consultam dados de saúde, temperatura e padrões de mastigação, alimentando algoritmos proprietários para detectar doenças e prever picos reprodutivos. O serviço envolve quatro pacotes de assinatura e a necessidade de torres de transmissão.
Os custos de implementação incluem assinaturas mensais a partir de NZ$ 9,90 por coleira e torres de transmissão de cerca de NZ$ 7.800 cada, cobrindo áreas com raio de atuação variável conforme o terreno. O objetivo é escalar o impacto agrícola global.
Resultados financeiros e concorrência
Na Nova Zelândia, a receita de assinaturas cresceu 45% no último exercício, atingindo NZ$ 35,9 milhões. O lucro após impostos ficou em NZ$ 53,8 milhoes, com receita de NZ$ 71,8 milhões, queda de 20% em relação ao ano anterior, segundo a empresa.
A Halter encara concorrência de players como Nofence, Gallagher e Vence, além de soluções de monitoramento de saúde como Allflex e CowManager. Especialistas destacam a vantagem tecnológica e a escala de dados da Halter.
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