- Mais de seis mil agências bancárias fecharam no Reino Unido desde 2015, conforme bancos buscam reduzir custos e favorecer serviços online.
- HSBC UK comprometeu manter as 327 agências restantes abertas até, no mínimo, 2027; o Barclays ampliou horários em 87 das cerca de 200 agências.
- Nationwide prometeu manter 696 agências abertas até, no mínimo, 2030.
- Bancos menores também anunciaram novidades: Metro Bank abriu novas unidades em Gateshead, Chester e Salford, enquanto a Newcastle Building Society investiu para abrir uma agência no centro de Newcastle.
- Dados mostram que, apesar da digitalização, clientes valorizam atendimento presencial, com 18–24 anos respondendo por 72% das visitas a agências no ano passado, e bancos buscando combinar aconselhamento com serviços digitais.
Abington Street, Northampton, vive uma pequena retomada de presença física bancária. Em uma manhã de sexta-feira, clientes circulam entre HSBC, Barclays, Metro Bank e Nationwide, aproveitando serviços presenciais que cresceram diante do fechamento de milhares de agências desde 2015. O movimento contrasta com a tendência de reduzir a rede física.
As decisões de manter ou abrir agências refletem custos, atendimento local e necessidade de apoio a clientes que não utilizam amplamente canais digitais. HSBC UK confirmou manter 327 agências abertas até 2027, enquanto a Barclays aumentou o horário de funcionamento em cerca de 87 unidades entre 200 existentes.
Reações e tendências
Challenger banks também resistem à retração. Metro Bank abriu três novas unidades em Gateshead, Chester e Salford, e a Newcastle Building Society investiu para abrir uma agência no centro de Newcastle. Para a regulação, o CEO da FCA, Nikhil Rathi, destacou mudança de postura entre grandes instituições.
A Nationwide sinalizou um dos compromissos mais fortes, mantendo 696 agências abertas até 2030. A decisão tranquilizou clientes como Jatish e Sudha Shah, que temiam perder a agência Virgin Money local após a aquisição da rival pelo grupo em 2024. O casal frequenta a agência a cada poucos meses para tratar de ISAs.
Por que ainda há demanda por atendimento presencial
Dados de pesquisa da KPMG indicam queda no comparecimento a agências: cerca de 20% dos clientes não visitaram uma agência nos últimos dois anos. Ainda assim, especialistas veem valor no atendimento pessoal para quem depende de orientação ou de operações com dinheiro vivo.
Executivos apontam que há um equilíbrio a ser alcançado entre canais digitais e atendimento humano. O objetivo é manter a conveniência digital sem abrir mão do suporte próximo ao cliente, especialmente para idosos e pequenas empresas.
Perspectivas para o futuro
Analistas avaliam que as agências devem se tornar espaços de aconselhamento, com transações diárias cada vez mais digitais. Espera-se que operações repetitivas migrem para terminais de autoatendimento, liberando equipes para temas como investimentos, hipotecas ou procura de procura de procura de procura de procura de poderes.
Especialistas ressaltam ainda que tecnologias como inteligência artificial podem otimizar processos internos, mantendo o contato humano quando necessário. A expectativa é de uma pausa nas reduções, com evolução para um modelo de rede mais enxuta, porém presente.
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