Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mercado de canetas emagrecedoras deve chegar a R$20 bi no Brasil com genéricos

Com a expiração da patente da semaglutida em 2026, genéricos devem reduzir preços e levar o mercado brasileiro de canetas emagrecedoras a 20 bilhões de reais

O Ozempic e o Wegovy, da Novo Nordisk, estão entre os medicamentos mais vendidos no Brasil no mercado de 'canetas emagrecedoras'
0:00
Carregando...
0:00
  • O mercado brasileiro de canetas emagrecedoras deve passar de R$ 11 bilhões em 2025 para R$ 20 bilhões em 2026, segundo UBS BB.
  • O crescimento depende do vencimento da patente da semaglutida em março de 2026, abrindo espaço para genéricos com preços entre 30% e 50% menores.
  • A previsão aponta que o Mounjaro, da Eli Lilly, represente 57% das vendas de GLP‑1 no Brasil no quarto trimestre de 2025, enquanto produtos à base de semaglutida ficam com 43%.
  • A RD Saúde detém cerca de 35% do mercado de GLP‑1, com expectativa de 12% das vendas no varejo no quarto trimestre e contribuição de 2 a 3 pontos percentuais para o crescimento de lojas.
  • Em paralelo, há pressões de mercado paralelo e ações de fabricantes nacionais, como Hypera e EMS, para ampliar a oferta de GLP‑1 no Brasil.

O mercado brasileiro de canetas emagrecedoras pode atingir R$ 20 bilhões em 2026, diante de R$ 11 bilhões esperados para 2025. A projeção é de uma análise do UBS BB, com base na queda prevista de preços de genéricos após o vencimento da patente da semaglutida em 2026.

A equipe de research do UBS BB aponta que o anúncio da liberação de genéricos deve ampliar o acesso ao tratamento, reduzindo preços entre 30% e 50%. A aposta é que o GLP-1 ganhe maior adesão, impulsionando as vendas no varejo.

Em novembro, o STJ negou o pedido da Novo Nordisk para estender a proteção da semaglutida. O Brasil passa a figurar entre os poucos países com liberação de exclusividade já em 2026, ao lado de Índia, China e Canadá.

Panorama de mercado e marcas

Para o quarto trimestre de 2025, o UBS BB projeta vendas totais de GLP-1 em R$ 4 bilhões no Brasil. O Mounjaro, da Eli Lilly, com tirzepatida, deve responder por 57% desse total, enquanto produtos com semaglutida somarão 43%.

A RD Saúde detém cerca de 35% das vendas de GLP-1 no país, bem acima de sua participação no varejo farmacêutico geral (17%). A concentração favorece consumidores das classes A e B, conforme o relatório.

Perspectivas de grandes fabricantes

A Hypera planeja lançar caneta com semaglutida genérica em parceria com fabricante indiano, indicação que o UBS BB vê como ganho adicional de receita, embora com risco de maior competição. A EMS investe R$ 1 bilhão em uma nova fábrica em Hortolândia para produzir GLP-1.

A Eurofarma firmou acordo com a Novo Nordisk para distribuir no Brasil versões de segunda marca de semaglutida, com produtos indicados para obesidade, sobrepeso e diabetes tipo 2. A agência reguladora reforça atuação para evitar itens não registrados.

Mercado paralelo e regulação

O mercado paralelo exerce pressão de preços, com fontes paralelas predominando em alguns países vizinhos. A Anvisa manteve a proibição de canetas para emagrecimento sem registro. Mesmo assim, a demanda permanece elevada, conforme o UBS BB.

Pesquisa nos Estados Unidos mostra que perda de peso é a principal motivação para uso de GLP-1, mas 46% dos consumidores optam por opções mais baratas, quando disponíveis. O relatório ressalta sensibilidade ao preço no Brasil.

Dados e impactos

O UBS BB estima que, no quarto trimestre de 2025, as vendas de GLP-1 no Brasil crescerão 2 dígitos em relação ao mesmo período de 2024. O cenário envolve novos concorrentes, genéricos e maior disponibilidade de tratamentos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais