- Em novembro, déficit primário de R$ 20,2 bilhões, levando o déficit acumulado no ano a R$ 83,8 bilhões.
- Receita líquida caiu 4,8% real, para R$ 166,9 bilhões; despesas totais subiram 4,0% real, para R$ 187,1 bilhões.
- No acumulado do ano, as despesas foram superiores às receitas, sem contar juros da dívida, com piora frente a 2024 (déficit de R$ 67,0 bilhões).
- Receita líquida de janeiro a novembro aumentou 2,9% real, para R$ 2,08 trilhões; despesas totais chegaram a R$ 2,16 trilhões, alta de 3,4%.
- Meta fiscal permite déficit de até 0,25% do PIB (cerca de R$ 31,3 bilhões) mais até R$ 44,5 bilhões em precatórios, o que poderia levar o resultado a até R$ 75,8 bilhões negativos sem descumprir a meta.
Os dados do Tesouro Nacional apontam déficit primário de 20,2 bilhões de reais em novembro, ampliando o rombo acumulado do ano para 83,8 bilhões. A melhora esperada pela equipe econômica não se confirmou, mesmo com regras do arcabouço fiscal permitindo desvios pontuais.
A receita líquida caiu 4,8% em novembro, descontando a inflação, para 166,9 bilhões. As despesas totais avançaram 4,0% real, atingindo 187,1 bilhões no mês. No acumulado do ano, receitas somam 2,08 trilhões e despesas chegam a 2,16 trilhões.
Cenário fiscal e implicações
Pelas regras atuais, o governo pode apresentar déficit de até 0,25% do PIB sem descumprir a meta, equivalente a cerca de 31,3 bilhões de reais. Também podem ser excluídos 44,5 bilhões de reais em precatórios.
Com isso, o déficit permitido, sem violar a meta, fica em até 75,8 bilhões de reais. Analistas costumam criticar esse uso de exceções para justificar gastos fora da meta.
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