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Correios anunciam reestruturação para reduzir prejuízos até 2027

Correios anunciam plano de reestruturação 2025-2027 para recuperar caixa, com corte de até 15 mil empregos e fechamento de mil unidades, visando 7,4 bilhões/ano

Emmanoel Rondon, o presidente dos Correios. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
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  • Correios apresentaram, em Brasília, o Plano de Reestruturação 2025-2027, com primeira fase emergencial para recuperar o caixa até março de 2026 e empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União para evitar prejuízos acentuados.
  • O crédito deve quitar obrigações atrasadas, como salários, precatórios e dívidas com fornecedores, com estimativa de que o plano de reestruturação total chegue a R$ 20 bilhões.
  • A segunda fase, entre 2026 e 2027, prevê Demissão Voluntária para até 15 mil empregados (cerca de 17% do quadro), revisão de cargos de média e alta remuneração e ajustes de benefícios, com economia anual de R$ 2,1 bilhões em despesas de pessoal.
  • O plano também prevê o fechamento de aproximadamente mil unidades deficitárias, otimização da malha logística, venda de imóveis ociosos (estimada em R$ 1,5 bilhão) e parceria com o setor privado capaz de gerar R$ 1,7 bilhão em novas receitas anuais, resultando em impacto positivo de R$ 7,4 bilhões por ano.
  • A partir de 2027, a terceira etapa vai discutir a sustentabilidade de longo prazo, com consultoria externa para revisar o modelo organizacional, enfocando a transição de encomendas como principal fonte de receita e mantendo o objetivo de não privatizar a estatal.

Os Correios apresentaram nesta segunda-feira, em Brasília, o Plano de Reestruturação 2025-2027, visando reverter perdas superiores a 10 bilhões de reais desde 2022 e recuperar a liquidez da estatal para um novo modelo de negócios a partir de 2027.

A primeira fase emergencial prevê um empréstimo de 12 bilhões de reais, com garantia da União e participação de cinco bancos. Segundo o presidente da empresa, Emmanoel Rondon, a operação evita um agravamento das perdas, que chegariam a 23 bilhões de reais em 2026 sem intervenção.

Os recursos devem quitar dívidas em atraso, salários, precatórios e fornecedores, permitindo normalizar as operações. O plano estima que o total necessário para a reestruturação alcance 20 bilhões de reais.

Fases do plano

A segunda fase, entre 2026 e 2027, foca na reorganização estrutural. Estão previstas medidas como um programa de demissão voluntária para até 15 mil empregados, cerca de 17% do quadro, revisão de cargos de média e alta remuneração e reavaliação de benefícios. A projeção é de economia anual de 2,1 bilhões de reais com despesas de pessoal.

O plano também prevê o fechamento de cerca de mil unidades físicas deficitárias e a otimização da malha logística. Paralelamente, a venda de imóveis ociosos pode gerar até 1,5 bilhão de reais, enquanto parcerias com o setor privado devem acrescentar cerca de 1,7 bilhão de reais em novas receitas anuais.

Somadas, as medidas da fase de reorganização devem gerar um impacto positivo de 7,4 bilhões de reais por ano no caixa. Rondon assegurou que o objetivo não é privatizar a estatal, destacando a busca por parcerias com o setor privado.

Na terceira etapa, a partir de 2027, a gestão discute a sustentabilidade de longo prazo do negócio, com a possibilidade de contratar uma consultoria externa para revisar o modelo organizacional e societário. O desafio é adaptar a empresa a um cenário em que cartas perdem relevância e encomendas ganham peso como principal fonte de receita.

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