- Empresas de materiais de melhoria do lar, como Kingfisher, Topps Tiles, Wickes e DFS, devem registrar altas de até dois dígitos nas ações neste ano, impulsionadas pelo crescimento do DIY no Reino Unido.
- Wickes teve alta de 56% no ano, a maior desde a entrada na bolsa de Londres em 2021, ajudada pelo colapso da concorrente Homebase.
- Kingfisher e Topps Tiles registraram ganhos de 26,5% e 13% respectivamente, suas melhores altas anuais desde o período pandêmico; DFS subiu 23% no acumulado do ano.
- O mercado imobiliário lento, com preços estáveis e crescimento de 0,7% em novembro, tem levado consumidores a investir em projetos de DIY em vez de reformas caras ou compra de imóveis.
- Enquanto o setor de materiais de construção ficou atrás, algumas empresas de cozinhas, como Howden Joinery, registraram ganhos modestos, e Travis Perkins caiu 11% neste ano.
O setor de materiais para melhoria de casa vive, em 2025, um ano positivo no mercado de ações de Londres. Varejistas como Kingfisher, Topps Tiles, Wickes e DFS devem registrar ganhos de preço por ação de até 56% neste exercício, segundo analistas.
Atraídos pela demanda contida, os investidores voltam a apostar em funções de baixo custo de reforma. Kingfisher, que atua também na França e na Polônia, já revisou lucros duas vezes desde setembro, impulsionado pelo desempenho no Reino Unido.
Wickes lidera as altas, com alta de 56% desde o início do ano, marcando o melhor desempenho desde a estreia na Bolsa de Londres em 2021. Topps Tiles e DFS registraram ganhos de 13% e 23%, respectivamente, até o momento.
Apoio vem também da queda de concorrentes. A falência administrativa da Homebase, anunciada no fim de 2024, aqueceu o ambiente para varejistas de melhorias domésticas. Analistas destacam movimento de clientes em direção a projetos DIY.
Mercado imobiliário freia o crescimento. Dados do Halifax apontam estabilidade em preços de moradias em novembro, com alta anual de apenas 0,7% frente 1,9% no ano anterior. Desaceleração pode favorecer o DIY.
Entretanto, números da ONS mostram cenário misto para o emprego. A taxa de desemprego chegou a 5,1% no trimestre até outubro, o que pode moderar o impulso do setor de melhorias.
Materiais de construção não acompanham o rali das lojas de reforma. Howden Joinery e Travis Perkins tiveram desempenho modestamente diferente, com alta de 5% e queda de 11%, respectivamente, sinalizando divergências entre segmentos.
Analistas indicam que, no curto prazo, o aperto financeiro das famílias pode manter o foco em projetos de custo menor. Estímulos fiscais recentes também podem sustentar o interesse por reformas domésticas.
Contexto de demanda e consumo
Relatórios indicam que gastos com itens para casa costumam superar as vendas do varejo em geral. Ainda assim, o ritmo de demanda de novos compradores caiu ao menor nível desde 2023, segundo a Royal Institute of Chartered Surveyors.
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