- O cobre subiu mais de 35% neste ano, impulsionado pela eletrificação, incertezas tarifárias e preocupação com desabastecimento global, sendo visto como proteção contra a desvalorização do dólar.
- O metal também é visto como referência da economia mundial, com demanda ligada a redes elétricas, construção e maquinário industrial.
- No Natal, a estatal Jiangxi Copper anunciou a aquisição de todas as ações da SolGold (London-listed) por US$ 1,2 bilhão, fortalecendo controle sobre as operações de Cascabel no Equador.
- Analistas destacam riscos de hoarding de curto prazo nos EUA e na China, o que pode manter pressões de preços mesmo com sinais de equilíbrio na oferta.
- O preço do cobre chegou a superar US$ 12.000 a tonelada em dezembro, impulsionado por expectativa de demanda futura e por interrupções na oferta.
O cobre, referência na transição energética, registrou alta superior a 35% neste ano, sob pressão de risco de oferta global e incertezas tarifárias. Analistas apontam que o metal funciona como proteção contra a desvalorização do dólar e como ativo de refúgio.
A valorização ocorreu mesmo diante de apreensões sobre déficits de curto prazo, alimentadas pela demanda renovável e pela prioridade de China em assegurar suprimentos. O cobre atua como parâmetro para a cadeia de energia, construção e indústria.
Na véspera de Natal, a estatal Jiangxi Copper informou a aquisição de todas as ações da SolGold, listada em Londres, por US$ 1,2 bilhão. A operação permite o controle das atividades de Cascabel, no Equador, exploradas pela SolGold.
Especialistas veem a compra como movimento estratégico para consolidar fornecimento em um momento de estreitamento de estoques globais. A transação elevou o foco sobre a concentração de produção em países-chave, especialmente China e zonas de mineração na América Latina.
No cenário macro, investidores passaram a incluir cobre entre ativos de refúgio ao lado de prata e ouro, em meio a receios de demanda diante de potenciais novas tarifas e de regulações tarifárias. A expectativa é de que o processo de transição energética mantenha a pressão de demanda.
Fontes do setor indicam que, mesmo com sinais de possível estabilização de curto prazo, o abastecimento tende a ficar apertado nos próximos anos. Desaceleração de grandes minas ou paradas temporárias aparecem como fatores de risco para o equilíbrio entre oferta e demanda.
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