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Tarifas mexicanas sobre China, Brasil e outros países entram em vigor

Tarifas mexicanas sobre produtos da China, Brasil e outros entram em vigor, visando proteger empregos e reindustrialização, com impacto em 15% das exportações brasileiras ao México

Claudia Sheinbaum, presidenta do México. Foto: CARL DE SOUZA / AFP
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  • O México entrou com tarifas sobre importações de diversos produtos de China, Brasil e outros países sem acordo comercial, com vigência a partir desta quinta-feira, 1º de janeiro.
  • Os setores atingidos incluem calçados, automotivo, têxtil e brinquedos, entre outros com forte participação de importações chinesas.
  • As tarifas foram aprovadas pelo Congresso em dezembro, em meio a tensões de guerra comercial na região e alinhamento mexicano com o processo de revisão do acordo T-MEC.
  • A Confederação Nacional da Indústria estima que cerca de 15% das exportações brasileiras para o México possam ser impactadas; o governo brasileiro afirmou monitoring e tratativas com autoridades mexicanas.
  • O governo mexicano afirmou que a medida não mira nenhum país específico; a China pediu que Pequim seja visto com mais sacralidade de protecionismo, enquanto o Brasil acompanha a situação.

As tarifas impostas pelo México começaram a valer nesta quinta-feira (1º), abrangendo produtos dos setores de calçados, automotivo, têxtil e brinquedos. A medida mira importações de China, Brasil e outros países sem acordo comercial com o México, e busca proteger empregos e estimular a reindustrialização. A decisão foi tomada após aprovação do Congresso em dezembro.

Segundo o governo mexicano, o objetivo é proteger cerca de 350 mil empregos e incentivar a indústria local. As tarifas elevam o custo de importação de diversos itens, com impacto direto para cadeias produtivas dependentes de insumos estrangeiros.

Reação internacional e impactos

A China retrucou por meio de um porta-voz do seu Ministério do Comércio, dizendo que Pequim espera que o México ajuste essa prática considerada unilateral e protecionista. O Brasil informou, em nota conjunta, que mantém contato com autoridades mexicanas para tratar dos possíveis efeitos da mudança tarifária.

O Ministério da Economia do México afirmou, em comunicado divulgado no final de dezembro, que a medida não está direcionada a nenhum país específico. Analistas apontam que a ação pode incentivar renegociações do acordo comercial no âmbito do T-MEC, que envolve México, EUA e Canadá, ambos vistos como motores de cooperação econômica regional.

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