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Liquidação do Banco Master expõe atrito entre BC, STF e Congresso

TCU investiga a liquidação e STF determina acareação, ampliando o conflito entre Banco Central, Judiciário e Congresso

Caso Master tem desdobramentos que envolvem Banco Central, Reag, TCU e STF no fim do 2025 e início deste ano
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  • O Banco Master foi liquidado em dezoito de novembro de dois mil e vinte e cinco pelo Banco Central, após o BRB ter rejeitado a compra em setembro, em meio a riscos e falta de documentação comprovando viabilidade econômica.
  • Investigação aponta um esquema de “limpeza contábil” envolvendo a Reag Trust, movimentando aproximadamente R$ onze bilhões e meio para mascarar ativos problemáticos do Master.
  • A crise de liquidez era grave: o banco tinha quatro milhões e oitenta e oito mil em caixa livre, enquanto vencimentos imediatos somavam quarenta e oito milhões e seiscentos mil, com fluxos semanais de cerca de cento e vinte milhões; o recolhimento compulsório era de dois bilhões, quinhentos e trinta milhões, porém o Master recolhia menos de vinte e cinco milhões.
  • O Tribunal de Contas da União abriu inspeção para avaliar a documentação da liquidação, levantando dúvidas sobre a competência para anular o processo; o Supremo Tribunal Federal acionou acareação entre executivos e representantes do BC, com ajustes na ordem de asilo de depoimentos.
  • No Congresso, há expectativa de abrir uma Comissão Parlamentar Marda de Inquérito sobre o Master em fevereiro; também há pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes; novas oitiva ocorrerão em janeiro.

O Banco Master foi liquidado em 18 de novembro de 2025, após o Banco Central negar a venda ao BRB em setembro, por riscos e falta de documentação. A decisão ocorre em meio a investigações criminais ligadas à Operação Compliance Zero, que apura emissões de créditos falsos estimadas em bilhões de reais.

A liquidação gerou controvérsia: o TCU abriu inspeção para avaliar a documentação do BC, e o STF acionou o assunto com acareações entre executivos do Master, do BRB e do BC. O Judiciário questiona a condução técnica da supervisão e o alcance da autonomia da autoridade monetária.

O que está em jogo

As autoridades envolvidas buscam esclarecer lacunas documentais e procedimentos. O BC sustenta a necessidade de agir diante de fragilidade patrimonial e risco de colapso sistêmico, enquanto o TCU e o STF buscam transparência e legalidade no processo de liquidação.

A atuação do Congresso e as investigações

No Congresso, há movimento para abrir uma CPMI sobre o Master e, separadamente, pedidos de impeachment de um ministro do STF relacionados a contratos com o banco. As investigações da PF continuam, com depoimentos marcados para janeiro.

Daniel Vorcaro, controlador do Master, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do BC, prestaram depoimentos; versões divergem sobre o andamento das negociações e responsabilidades no processo de liquidação.

O cenário expõe fragilidades percebidas entre órgãos reguladores, Judiciário e Legislativo. Especialistas apontam que a tensão entre autonomia técnica e controle externo pode criar precedentes para futuras liquidações de instituições financeiras, elevando a incerteza no sistema financeiro.

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