- Em dezembro, o preço médio das casas no Reino Unido caiu 0,4% na comparação com novembro, para £271.068, contrariando previsão de alta de 0,1%.
- O crescimento anual desacelerou para 0,6%, o mais fraco desde abril de 2024.
- A Nationwide aponta que o fim do ano foi marcado pela indefinição fiscal, com o Banco da Inglaterra reduzindo a taxa de 4,0% para 3,75% em dezembro e a expectativa de novos cortes no ano.
- A acessibilidade segue relativamente boa, com o tamanho da parcela de compradores iniciantes acima da média de longo prazo e empréstimos com entrada de 15% ou menos no patamar mais alto de uma década.
- Mesmo com o consumo contido, aprovações de hipotecas ficaram próximas dos níveis pré-Covid, sinalizando alguma resiliência do mercado imobiliário em 2025.
A Nationwide mostrou que o mercado imobiliário do Reino Unido fechou o ano com queda nos preços. Em dezembro, o preço médio das casas recuou 0,4% frente a novembro, para £271.068, contrariando previsões de alta de 0,1%.
O ritmo de valorização anual desacelerou para 0,6%, o menor desde abril de 2024. O relatório aponta que o fim do ano ficou mais frívilo pela indefinição fiscal, com o Banco da Inglaterra já tendo reduzido a taxa de juros de 4% para 3,75% em dezembro e expectativas de novos cortes neste ano, o que pode destravar planos de compra.
Para a instituição, o mercado mostrou resiliência diante de volatilidade causada por mudanças no stamp duty e pela antecipação do orçamento de novembro. O clima permanece com consumo contido, e as aprovações de crédito continuam próximas aos níveis pré-pandemia, sustentadas pela acessibilidade medida pela relação renda/preço.
Especialistas destacam ainda que o peso das primeiras aquisições se mantém acima da média de longo prazo, enquanto o saldo de empréstimos com entrada menor ou igual a 15% está em nível de uma década. A perspectiva é de maior atividade caso haja clareza sobre o ritmo de novos cortes na política monetária.
Além disso, o relatório reforça que, desde abril, mudanças no stamp duty geraram volatilidade no mercado, e o cenário de final de ano foi influenciado pela expectativa de decisões fiscais futuras. A derrota de 2025 traz uma leitura de que, com o orçamento já definido, o mercado pode retomar a sensação de normalidade nas pendências de compra.
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