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O que aconteceu após a Tesla abrir um diner em Los Angeles?

Menos de seis meses após a inauguração, o Tesla Diner em Los Angeles perde fôlego: lotação reduzida, chef saiu e críticas se intensificam

Inflatable tube men depicting Elon Musk are displayed during the ‘Tyrant Diner’ protest, calling for a boycott of Tesla, outside the Tesla Diner in LA.
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  • A Tesla Diner abriu em Los Angeles no fim de julho e, nos meses seguintes, recebeu grande atenção e filas longas.
  • Menos de seis meses depois, em dezembro, o local parecia quase vazio: estacionamento pela metade, poucos clientes e a deck de cima (Skypad) sem movimento.
  • O chef Eric Greenspan deixou o restaurante para abrir uma delikatessen judaica chamada Mish; não houve explicação pública.
  • O diner enfrentou protestos contra Musk e queixas de vizinhos, além de relatos anteriores de itens esgotando ou chegando frios.
  • A empresa divulgou que já vendeu cerca de 50 mil hambúrgueres desde a abertura; há indícios de mudança de rumo com eventos especiais e menor exposição na mídia.

O Tesla Diner, dono de Elon Musk, foi inaugurado em Los Angeles no verão de 2025 como uma experiência de dining inspirado no estilo retro-futurista. Em menos de seis meses, porém, o restaurante parece quase vazio, com poucos clientes e uma circulação reduzida. O local já não recebe a multidão inicialmente esperada, nem as longas filas que chegaram a marcar a estreia.

O movimento diminuiu desde a abertura, quando fãs de Musk lotavam o espaço. Relatos apontam ainda protestos locais e reclamações de vizinhos sobre barulho, além de críticas sobre itens frequentemente esgotados ou servidos de maneira pouco satisfatória. O chef Eric Greenspan confirmou sua saída, visando abrir uma delicatessen judaica chamada Mish, deixando o empreendimento com menos liderança.

Greenspan não comentou publicamente sua saída, e a Tesla também não respondeu a pedidos de comentário. O diner, descrito pela empresa como um ponto de encontro “retro-futurista”, mantinha apenas uma equipe ocupada limpando o local e organizando a loja de mercadorias, enquanto o espaço para os visitantes permanecia pouco movimentado.

O projeto de Musk, defendido como uma mistura de “Grease” com The Jetsons, atraía cobertura da mídia na inauguração e gerou avaliações mistas. A lista de itens incluía burgers, cachorros-quentes e itens inusitados como tiras de bacon, além de mercadorias com o tema do veículo elétrico. A marca publicava números de vendas, mas não sinalizava planos formais de expansão.

Em dezembro, o Tesla Diner operava com o menu reduzido, estoque completo e atendimento rápido, em meio a uma atmosfera menos integrada ao público. O espaço, localizado junto a uma área de recarga de veículos, mantinha a estética de vitrine, mas sem os mesmos níveis de movimento do período de lançamento.

Eventos especiais passaram a compor a agenda, incluindo festas temáticas na área elevada chamada Skypad, com ingressos pagos. A mudança de formato parece indicar uma adaptação do negócio a uma demanda menor, priorizando atividades pontuais sobre o fluxo diário de clientes.

Embora tenha sido alvo de atenção da imprensa no início, o Diner continua a ser tema de debate sobre o papel de figuras públicas na gastronomia e no branding corporativo. A reputação de Musk, associada a decisões políticas e investimentos, influencia a percepção do empreendimento entre clientes e observadores.

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