- O Copom se reúne em 28 de janeiro de 2026 e deve manter a Selic em 15% ao ano, quinto áudio de estabilidade seguido.
- O anúncio da decisão deve sair após as 18h, conforme esperado pelo mercado.
- A projeção é de queda da Selic para 14,5% ao ano em março, caso a inflação mantenha-se dentro das metas.
- O Banco Central atua com base no regime de metas, fixando 3% de meta de inflação desde inicio de 2025, com banda entre 1,5% e 4,5%.
- A economia continua operando acima do seu potencial, e a desaceleração é vista como parte da estratégia para conter a inflação, com hiato do produto positivo.
O Copom, Comitê de Política Monetária do Banco Central, se reúne nesta quarta-feira (28) para decidir sobre a taxa Selic. A expectativa é de manutenção da taxa básica em 15% ao ano, não sendo anunciada mudança neste encontro. O anúncio sai após as 18h.
A manutenção manteria a Selic no maior patamar desde cerca de 2007, marcando a quinta passagem consecutiva sem alteração. Economistas do mercado preveem que a decisão seja tomada com o objetivo de conter a inflação sem frear o crescimento econômico de forma abrupta.
O BC atua com base em metas de inflação; se as projeções estiverem em linha com as metas, há espaço para reduzir a taxa. Do contrário, o comitê tende a manter ou elevar o juro para ancorar as expectativas.
Contexto e projeções
Desde o início de 2025, o BC adotou um regime de metas com objetivo central de 3% e faixas de tolerância entre 1,5% e 4,5%. A instituição sinalizou recentemente que o cenário de inflação permanece acima da meta por meses e que a queda seguinte depende de ajustes graduais.
A ata mais recente do Copom aponta que o hiato do produto permanece positivo, ou seja, a economia opera acima do seu potencial, o que sustenta pressões inflacionárias moderadas.
Perspectivas de curto prazo
Especialistas afirmam que o juro deve permanecer estável em janeiro, refletindo dados de atividade econômica que mostraram resultado acima do esperado. O mercado de trabalho segue aquecido, com a inflação ainda sob vigilância, o que justifica cautela.
Analistas ressaltam que o BC tende a manter a Selic em 15% até confirmar sinais mais consistentes de desaceleração inflacionária. Só então o processo de redução poderia ganhar impulso com maior segurança.
Sobre o radar do BC
A instituição continua monitorando indicadores de inflação e o comportamento de serviços, que influenciam a dinâmica de preços. O objetivo é equilibrar o controle da inflação com sinais de recuperação econômica sem desancorar as expectativas do mercado.
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