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As 10 pessoas mais ricas da América Latina, de Slim a Esteves

Fortunas da região sobem em 2025, lideradas por Carlos Slim com US$ 116 bilhões, impulsionadas por telecomunicações, mineração e investimentos estratégicos

O top 10 é fechado pelo brasileiro André Esteves (222º lugar global), presidente e acionista majoritário do Banco BTG Pactual, com uma fortuna de US$ 14,2 bilhões
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  • Carlos Slim, empresário mexicano e proprietário da América Móvil, é a pessoa mais rica da América Latina, com patrimônio de US$ 116 bilhões, na 16ª posição mundial (até 26 de janeiro).
  • Germán Larrea, mexicano, ocupa a segunda posição na região, com fortunas estimadas em US$ 70,2 bilhões, fruto da participação majoritária na Grupo México.
  • Iris Fontbona, chilena, figura em terceiro na região com US$ 55,8 bilhões, herdados do Grupo Luksic, que atua em setores como financeiro, bebidas e energia.
  • Eduardo Saverin, brasileiro, cofundador do Facebook, aparece com US$ 36,5 bilhões, controlador de participações e fundador da B Capital Group.
  • A lista de top 10 inclui ainda Jaime Gilinski, Alejandro Santo Domingo, David Vélez, Alejandro Baillères e André Esteves, com fortunas variando de US$ 27,7 bilhões a US$ 14,2 bilhões.

Ao longo de 2025, as fortunas dos 10 empresários mais ricos da América Latina e do Caribe cresceram, impulsionadas por fatores estruturais e cíclicos que favoreceram grandes grupos regionais. O ranking é led by Carlos Slim, mexicano e dono da América Móvil, ampliando seu domínio no setor de telecomunicações.

Slim permanece como o mais rico da região, com valor estimado em US$ 116 bilhões. Seu lucro anual até 26 de janeiro alcançou US$ 5,28 bilhões, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg. O patrimônio deriva majoritariamente da participação na América Móvil.

O segundo colocado é Germán Larrea, do México, cuja fortuna ficou em US$ 70,2 bilhões, com aumento de US$ 10,1 bilhões no ano. Ele comanda o Grupo México, controlador de 60% do conglomerado, e detém participação direta na Southern Copper Corp. Também administra o Grupo Cinemex.

A terceira posição ficou com Iris Fontbona, do Chile, cuja família soma US$ 55,8 bilhões. O Grupo Luksic atua em finanças, bebidas, energia, indústria e portos, entre outros setores. A família mantém participação relevante em várias empresas do grupo.

Entre os brasileiros, Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, está entre os mais ricos da região, com US$ 36,5 bilhões. Saverin ampliou sua fortuna este ano em cerca de US$ 656 milhões, até 26 de janeiro, mantendo participação na Meta Platforms.

Jorge Paulo Lemann, também brasileiro, figura em quinto lugar com US$ 28,5 bilhões. A maior parte do patrimônio vem de 9% da Anheuser-Busch InBev, grupo controlado pela 3G Capital, que administra ativos globais de bebidas.

Top 10 na América Latina e Caribe

Jaime Gilinski, da Colômbia, segue entre os mais ricos com US$ 27,7 bilhões, ampliando o patrimônio em US$ 2,17 bilhões. Ele rompeu parcialmente o controle histórico do GEA ao consolidar ações da Nugil e da Nutresa, após aquisições relevantes em 2025.

Alejandro Santo Domingo, da Colômbia, soma US$ 18,1 bilhões, em sétima posição, com crescimento de US$ 701 milhões. A família lidera o Grupo Valorem, com atuação em varejo, transportes, imóveis e mídia.

David Vélez, colombiano e cofundador da Nubank, acumula US$ 17,7 bilhões. O saldo representa ganho de US$ 1,35 bilhão no ano, com planos de expansão para o exterior, incluída a busca por licença bancária nos EUA.

Alejandro Baillères, do México, fecha o top 9 com US$ 16,5 bilhões. O Grupo BAL atua em mineração, metais, varejo e serviços financeiros; a participação mais relevante é de 44% na Industrias Peñoles.

André Esteves, brasileiro e líder do BTG Pactual, ocupa a décima posição com US$ 14,2 bilhões. O patrimônio deve-se majoritariamente ao banco de investimentos, no qual detém cerca de 25% das ações.

Fonte: Bloomberg, com atualização sobre fortunas até 26 de janeiro de 2025.

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