Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

CEO da Alpha Key vê desafio de avaliação com rali da bolsa

Fluxo estrangeiro acima de R$ 12 bilhões em janeiro pressiona valuations da bolsa brasileira e pode exigir hedge diante de apenas 200 ações investíveis

Bolsa brasileira recebeu um fluxo de capital estrangeiro acima de R$ 12 bilhões no mês de janeiro – quase metade do total aportado em todo o ano passado
0:00
Carregando...
0:00
  • Fluxo de capital estrangeiro na bolsa brasileira ultrapassou R$ 12 bilhões em janeiro, atingindo parte relevante das ações mais líquidas.
  • Investimentos privilegiaram blue chips, como Vale, Petrobras e bancos, contribuindo para valorização dessas ações.
  • Analista teme distorção nos valuations diante do ingresso maciço de estrangeiros, com exemplos como Vale e Ambev.
  • Contexto global aponta diversificação para mercados emergentes, potencializando movimentos via índices internacionais.
  • Banco Central manteve a taxa em 15% ao ano; sinal de início de flexibilização em março e possível apoio a alta da bolsa caso o fluxo continue.

A bolsa brasileira registrou entrada de capital externo acima de 12 bilhões de reais em janeiro, segundo levantamentos da LAIC realizada pelo UBS BB. O aporte foi concentrado nas ações mais líquidos, como Vale, Petrobras e grandes bancos, elevando o interesse por ativos brasileiros.

O movimento reflete uma diversificação global para emergentes, com investimentos muitas vezes via índices como o EWZ. Entre os gestores, surge a percepção de que valuations podem mudar conforme o ingresso de estrangeiros aumenta.

Christian Keleti, CEO da Alpha Key, aponta que o fluxo robusto pode distorcer avaliações, especialmente em ações de alta liquidez. Ele citou a Vale como exemplo de possível reprecificação após ganhos recentes.

Keleti argumenta que a Vale poderia negociar a EV/EBITDA em níveis superiores, dada a expansão esperada no cobre nos próximos cinco anos. O múltiplo atual estaria em torno de 5 vezes, contra 4,5 vezes historicamente.

Caso semelhante é observado em empresas com menor crescimento, como Ambev, que estaria com valuations elevadas apesar de desaceleração de receita e volume. A situação levanta dúvidas sobre a diferenciação entre preço e fundamentação.

Fluxo externo e cenários de mercado

O câmbio global e a postura de bancos centrais aparecem como vetores de alta para a entrada de capitais em emergentes. A percepção de juros mais baixos nos EUA pode sustentar o fluxo para a região.

Na mesma linha, o recuo do dólar frente a outras moedas é visto como apoio para operações em reais. A expectativa é de que o Fed adote tom mais dovish com a possível mudança de comando.

O comitê de Política Monetária brasileiro manteve a taxa básica em 15% ao ano e sinalizou início de relaxamento em março, caso o cenário atual se mantenha. A decisão reforça o ambiente de juros altos por ora.

Keleti reforçou que o mercado pode ainda carecer de ativos investíveis, com apenas cerca de 200 ações consideradas aptas a compor carteira. O gestor alertou para riscos de superaquecimento sem liquidez suficiente.

Diante desse quadro, a Alpha Key recomenda cautela e monitoramento de hedge para reduzir impactos de volatilidade. A estratégia seria proteger ganhos caso o fluxo externo continue forte.

As avaliações de preço podem vir a sofrer ajustes caso o fluxo externo permaneça intenso e haja menor oferta de ativos investíveis no Brasil, segundo observações dos participantes da LAIC.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais