- O Hinge, aplicativo da Match Group, entrou no Brasil com a proposta “design to be deleted” (projetado para ser deletado), buscando ampliar o uso responsável e reduzir o tempo no app.
- A CEO Jackie Jantos afirma que, ao focar nas necessidades reais dos usuários, o Hinge pode crescer em dois dígitos no país, visto como teste decisivo de expansão global.
- A plataforma enfatiza uma experiência mais seletiva: onboarding mais elaborado, metas de relacionamento, mensagens de voz e recursos como “Sua vez” e limites para retomar conversas, buscando relações com mais intenção.
- Em termos de segurança, o app oferece Verificação de Selfie, alertas preventivos e filtros de comentários, além de uma ferramenta para a comunidade trans e um recurso de feedback pós-date para aprimorar a experiência.
- Uma pesquisa exclusiva para a EXAME, com 2.000 jovens da Geração Z e Millennials, indica dificuldades para encontrar pessoas com objetivos alinhados, com maior desafio entre mulheres, LGBTQ+ e heterossexuais, mantendo o interesse de que o Brasil tem potencial para inovações no setor.
A plataforma de namoro Hinge, da Match Group, chega ao Brasil com foco em reduzir o uso do aplicativo. A CEO Jackie Jantos afirmou a EXAME que o objetivo é que usuários saiam do app o quanto antes, em uma abordagem chamada designed to be deleted. O lançamento ocorre em meio à retração do setor e ao desinteresse da Geração Z por uso contínuo de perfis.
A expansão global do Hinge já contempla EUA, Reino Unido, Austrália e México. O Brasil é tratado pela empresa como teste decisivo para a estratégia de desaceleração das interações e priorização de encontros reais, ao invés de grande volume de matches.
Para a executiva, a crise de retenção não é passageira, mas estrutural. Ela aponta que a categoria não acompanhou mudanças culturais e emocionais da Geração Z, prejudicando a experiência do usuário. O Hinge aposta em ouvir a base, entender comportamentos e adaptar o produto.
A proposta brasileira envolve mudanças no onboarding e ferramentas que estimulam conversas com intenção. O aplicativo promete menos foco em quantidade de matches e mais em qualidade de relações, com metas explícitas de relacionamento.
Entre recursos, o Hinge destaca: metas de relacionamento, envio de áudios, a função *Sua vez* para retomar conversas, limites para evitar novas conexões sem antes responder, e o questionário pós-encontro “A gente se conheceu”.
Segundo a CEO, o objetivo é incentivar encontros presenciais. Ela cita a construção de conexões mais significativas como diferencial do aplicativo, incluindo a criação de espaços de interação fora da tela.
No Brasil, o Hinge também analisa o comportamento da Geração Z, com particularidades culturais locais. A empresa ressalta valorização de conversa olho no olho, presença da comunidade LGBTQ+ e um ambiente criativo na forma de se conectar.
Uma pesquisa exclusiva da EXAME, com 2.000 jovens, aponta dificuldades para alinhar interesses em relacionamentos no Brasil. Dados mostram que 58% relatam dificuldade em encontrar alguém com o mesmo objetivo, com maior desafio entre mulheres.
A empresa reforça que segurança é prioridade. O Hinge oferece Verificação de Selfie, lembretes de comportamento respeitoso e filtros de comentários para bloquear mensagens inadequadas. Há ainda recursos específicos para reduzir assédios e condutas abusivas.
A área de riscos, chefiada pelo diretor Jeff Dunn, acompanha a implementação de alertas preventivos como o aviso Tem certeza? e o registro de feedback com o objetivo de treinar sistemas de detecção. O objetivo é reduzir impactos negativos no uso.
Também há soluções voltadas à comunidade trans, como a Nota de Combinação, que permite compartilhar informações sensíveis de forma privada antes da confirmação do encontro, aumentando a segurança emocional. The focus permanece na proteção do usuário.
Entre na conversa da comunidade