- Chuvas nas principais regiões cafeeiras do Brasil modificam a safra 2026, com efeitos distintos entre arábica e robusta.
- Para o arábica, a recomposição da umidade do solo favorece o enchimento dos grãos, etapa-chave para a produtividade.
- No robusta, chuvas intensas no norte do Espírito Santo geram alagamentos em alguns talhões e elevam o risco de doenças.
- Não há estimativa consolidada do volume total da safra, mas a volatilidade dos preços deve permanecer, influenciada também pelo câmbio e pelo cenário macroeconômico internacional.
- A leitura é de pesquisadores do Cepea/USP, com informações apuradas pela Reuters.
As chuvas ocorridas nas últimas semanas em praticamente todas as regiões produtoras de café do Brasil alteraram o cenário da safra 2026. O impacto, contudo, varia entre as variedades arábica e robusta, segundo análise do Cepea/USP publicada nesta quarta-feira (28).
A recomposição da umidade do solo reduz as perdas causadas pela seca observada no fim de 2025 e favorece o enchimento dos grãos de arábica. Esse momento é crucial para a produtividade da safra.
Para o robusta, a situação é distinta. Chuvas mais intensas no norte do Espírito Santo provocaram alagamentos em alguns talhões, elevando a umidade e o risco de doenças que podem afetar a lavoura ao longo da temporada.
O Cepea ainda não consolida estimativas de volume da safra atual. Em paralelo, a volatilidade dos preços deve permanecer, influenciada pelo cenário macroeconômico global e pela variação cambial, que afeta cotações internas e externas.
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