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Copom inicia 2026 e mantém Selic em 15%

Copom mantém Selic em 15% na primeira reunião de 2026, com quórum reduzido; mercado espera continuidade até março, em dia de Super Quarta com o Fed

Foto: Banco Central/Divulgação
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  • O Copom realiza sua primeira reunião de 2026 nesta quarta-feira, com expectativa de manter a Selic em 15% ao ano.
  • A decisão será anunciada no início da noite, em meio a quórum reduzido, já que dois diretores encerraram mandatos em 2025.
  • Na ata de dezembro, o comitê sinalizou manter a taxa por período bastante prolongado devido à incerteza externa, especialmente a política dos Estados Unidos.
  • O mercado espera manutenção da taxa, com possibilidade de ajuste apenas em março, conforme a leitura da ata de dezembro.
  • A reunião ocorre na chamada “Super Quarta”, quando o Federal Reserve costuma também manter juros, elevando a volatilidade em mercados globais.

O Copom, Comitê de Política Monetária do Banco Central, realiza nesta quarta-feira 28 a primeira reunião de 2026. A decisão sobre a Selic, hoje em 15% ao ano, será anunciada no início da noite. O comitê já sinalizou manter a taxa elevada por um período prolongado.

Na última reunião de 2025, o Copom indicou que a taxa deve permanecer alta por tempo significativo, diante da incerteza externa e de fatores como a política econômica dos EUA. A formação de quorum ficou reduzida, com dois diretores encerrando mandatos em 2025 e substitutos prevista apenas para fevereiro.

O BC não divulgou mudanças na comunicação, mantendo a percepção de que não haverá recuo imediato. Mesmo com inflação em desaceleração gradual, o mercado espera manutenção da Selic neste encontro, com possível flexibilização apenas a partir de março.

A reunião ocorre em uma chamada chamada “Super Quarta”, pois coincide com a decisão do Federal Reserve, o banco central dos EUA. O Fed deve manter os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, o que tende a aumentar a volatilidade nos mercados globais.

Esse movimento do Copom busca transmitir previsibilidade diante de cenários externos incertos, incluindo guerras comerciais e políticas monetárias divergentes. A ata da última reunião reiterou a necessidade de sustentar a taxa alta por tempo prolongado.

O mercado financeiro acompanha de perto o desenrolar das decisões, avaliando sinais de quando a autoridade brasileira poderá iniciar o processo de retirada de estímulos. A expectativa geral é pela continuidade da posição atual até ao menos março.

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