- Copom mantém a Selic em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva, e sinaliza possível início de cortes na próxima reunião, caso o cenário esperado se confirme.
- O comitê reforça que manterá a restrição apropriada para assegurar a convergência da inflação à meta, sem se comprometer com o tamanho nem o ritmo dos cortes.
- Decisão foi unânime, porém a reunião ocorreu com duas cadeiras vagas; Paulo Picchetti acumulou diretorias, tendo direito a apenas um voto.
- O IPCA cheio caiu para 4,26% em dezembro, com as expectativas de inflação próximas da meta; inflação medida continua acima da meta.
- O BC aponta moderação no crescimento da atividade e resiliência do mercado de trabalho, ressaltando que a inflação está em arrefecimento, mas ainda acima da meta.
O Copom manteve a Selic em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva e sinalizou que pode iniciar o ciclo de cortes na próxima reunião, se o cenário atual se confirmar. Não houve compromisso com o tamanho dos cortes nem com o ritmo do ciclo.
O comitê reforçou que seguirá com a política de restrição adequada para convergir a inflação à meta, mantendo a serenidade necessária diante da evolução de fatores que afetam a inflação no horizonte relevante. A decisão foi tomada de forma unânime.
A reunião ocorreu com capacidade reduzida, já que duas cadeiras estavam vagas no Conselho e não houve substituições anunciadas pelo presidente. Paulo Picchetti acumulou temporariamente diretorias, tendo direito a apenas um voto. A/Liderança mantém cautela frente a alta incerteza econômica.
O BC destaca queda gradual da inflação e moderação do crescimento da atividade, com mercado de trabalho resiliente. O IPCA cheio desacelerou de 4,5% para 4,26% entre novembro e dezembro, e as expectativas para 2026 recuaram levemente.
Fed mantém juros nos EUA
Mais cedo, o Federal Reserve manteve a taxa entre 3,5% e 3,75% ao ano, em meio a pressão para cortes. Dois membros votaram por reduzir os juros, em que foi a pausa após três cortes consecutivos. O comunicado aponta crescimento sólido, mas inflação ainda elevada.
O núcleo do PCE, métrica de referência do Fed, ficou em 2,7% em 12 meses, acima da meta de 2%. A decisão ressalta que a economia continua aquecida, com desemprego estável e inflação persistentemente alta.
Fontes de mercado destacam que o cenário internacional influencia a política brasileira, especialmente diante da trajetória de inflação e dos movimentos de juros nos EUA.
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