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Copom mantém Selic em 15% em 2026, segunda maior taxa real do mundo

Copom mantém a Selic em quinze por cento ao ano, a segunda maior taxa real do mundo, sinalizando possível corte em março, em decisão unânime com quadro desfalcado

Imagem: Jonas Pereira/Agência Senado
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  • Copom manteve a Selic em 15% ao ano, decisão unânime, na reunião de 28 de janeiro de 2026.
  • A taxa real de juros ficou em 9,23%, a segunda maior do mundo, atrás apenas da Rússia (9,88%).
  • O colegiado sinalizou possível início de flexibilização em março, caso o cenário se confirme.
  • A decisão ocorreu com dois diretores ausentes; Lula ainda não indicou os substitutos para os cargos.
  • Próximas reuniões do Copom: 17–18 de março e 28–29 de abril.

O Copom manteve nesta quarta-feira, 28, a taxa Selic em 15% ao ano, por unanimidade. A decisão ocorre pela quinta vez seguida e ocorre em meio ao desfalcamento de dois diretores.

A reunião marca o nível mais alto da Selic desde julho de 2006 e coloca o Brasil com a segunda maior taxa real do mundo, segundo monitoramento de MoneYou e Lev Intelligence. O cálculo leva em conta a inflação projetada para os próximos 12 meses.

O Copom sinalizou que, caso o cenário se confirme, pode iniciar a flexibilização na próxima reunião, mantendo, porém, restrições para convergir a inflação à meta. O objetivo é conter a pressão de preços sem frear demais a atividade.

Composição do Copom e contexto político

O comitê teve dois cargos vagos, com mandatos de Renato Dias de Brito Gomes e Diogo Abry Guillen encerrados em 31 de dezembro. O presidente Lula ainda não enviou ao Senado as indicações dos substitutos. Os sete membros atuais foram nomeados pelo governo federal.

Entre os integrantes, estão Nilton David, Ailton Aquino, Paulo Picchetti, Rodrigo Teixeira, Izabela Correa, Gilneu Vivan e Gabriel Galípolo. As votações seguem unânimes desde o começo de 2026.

Dados econômicos e agenda de reuniões

Segundo o Boletim Focus, a projeção de inflação para 2025 caiu de 4,02% para 4%, dentro da meta de 3% com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. As próximas reuniões estão marcadas para março, maio, junho e demais meses do ano.

Os próximos encontros do Copom estão agendados para 17-18 de março, 28-29 de abril, 16-17 de junho e outros ao longo de 2026. As decisões devem seguir pautadas pela evolução da inflação e do cenário externo.

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