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ECB: Europa não pode depender apenas de solução privada com o dinheiro em queda

Com uso de dinheiro caindo a 24% do valor das transações, Banco Central Europeu afirma que a Europa não pode esperar por soluções privadas e acelera avanço do euro digital

ECB Warns Europe Can't Wait for Private Solution as Cash Use Plunges
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  • O uso de dinheiro em espécie caiu para 24% das transações por valor em 2024, sinalizando vulnerabilidades de dependência de provedores não europeus em pagamentos digitais.
  • O membro do Conselho Executivo do BCE, Piero Cipollone, afirma que a Europa não pode adiar o projeto de euro digital enquanto alternativas privadas não são suficientes.
  • Com as compras pela internet respondendo por mais de um terço das transações diárias por valor, o dinheiro físico não atende a essas operações digitais.
  • Preparativos técnicos do euro digital estão prontos após o fim da fase de preparação em outubro de 2025; a legislação deve ser finalizada pelas instituições da UE, com lançamentos pilotos possivelmente em 2027 e emissão inicial em 2029.
  • O BCE rejeita a ideia de esperar por soluções privadas; o euro digital manterá um padrão único aberto para o setor privado e reforça a soberania europeia em pagamentos.

O Banco Central Europeu (BCE) afirma que a Europa não pode adiar o euro digital, mesmo com a queda do uso de dinheiro vivo. Em 2024, as transações em dinheiro representaram apenas 24% do valor diário, contra 40% há cinco anos.

Piero Cipollone, membro da Diretoria Executiva do BCE, disse à imprensa que a dependência de provedores não europeus para pagamentos digitais aumenta vulnerabilidades. O objetivo é manter o controle de infraestrutura de pagamentos na região.

Ele ressaltou que o cenário mostra mudanças rápidas: o comércio eletrônico já representa mais de um terço das transações diárias por valor, enquanto o dinheiro físico não atende plenamente às compras digitais.

Cipollone explicou que o BCE oferece métodos de pagamento para varejo e atacado, com o dinheiro físico cobrindo parte das necessidades, mas sem viabilizar pagamentos digitais. O euro digital seria um complemento.

Segundo o dirigente, o planejamento já passou de fase técnica, com a conclusão da preparação em outubro de 2025. A próxima etapa envolve a legislação necessária pela União Europeia.

O BCE também avaliou posições de membros do Parlamento Europeu que defendem esperar por soluções privadas pan-europeias. A instituição mantém que o euro digital pode acelerar o desenvolvimento de sistemas continentais.

Para funcionar como moeda legal, o euro digital exigiria que lojistas aceitem a moeda única, criando um padrão único para o comércio em toda a UE. A proposta também questiona cenários de uso offline.

Cipollone indicou que, em caso de aprovação legislativa este ano, o piloto de transações poderia começar em 2027, com a primeira emissão potencial em 2029. O objetivo é reduzir dependências de sistemas estrangeiros.

Casos recentes mostraram riscos de controle estrangeiro sobre pagamentos europeus. Economistas alertam que países da zona do euro dependem fortemente de redes internacionais para transações básicas.

Ao discutir o papel do euro digital, o BCE reforça a necessidade de estabilidade e soberania monetária diante de tensões geopolíticas, mantendo o foco em inflação sob controle e em uma infraestrutura de pagamentos resiliente.

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