- O Copom decide nesta quarta-feira, 28, se mantém ou reduz a Selic, hoje em 15%, após quase um ano nesse patamar.
- A ministra Gleisi Hoffmann afirma que é um absurdo o juro permanecer nesse nível, apontando impacto direto na dívida pública e cogitação de cortes de pessoal para reduzir dívida/PIB.
- A dívida líquida do setor público atingiu 65% do PIB em novembro, com expectativa de chegar a 70% do PIB em 2026.
- Gleisi sustenta que dados recentes autorizariam redução imediata da Selic, citando dólar a 5,20 reais e inflação de 4,2% em 2025, com previsão de 4% para 2026.
- O Banco Central mantém os juros para controlar a inflação, apesar de a inflação ter recuado e do câmbio estar mais estável. O IPCA de 2025 ficou abaixo do teto da meta.
O Banco Central decide nesta quarta-feira, 28, se mantém ou reduz a Selic, hoje em 15%. A notícia ocorre em meio a inflação em queda e dólar em baixa, com avaliação de o aperto monetário ainda ter efeito sobre a dívida pública.
A ministra Gleisi Hoffmann, chefe da articulação política do governo, pediu corte imediato da Selic. Ela argumenta que juros altos elevam a dívida pública e que o esforço fiscal não deveria mirar apenas cortes de pessoal para reduzir o déficit.
Segundo dados oficiais, a dívida líquida do setor público alcançou 65% do PIB em novembro, ante 61% em 2024. O BC projeta expansão para 70% do PIB em 2026, caso as condições atuais se mantenham.
A Selic não sofrerá mudança sem motivo claro, porque o BC vê controle de inflação como justificativa para manter a taxa elevada. Em 2025, o IPCA ficou em 4,2%, abaixo do teto da meta de 4,5%.
O mercado, conforme o boletim Focus, espera que o ajuste ocorra apenas em março, caso haja sinalização de mudança de política econômica. A decisão de hoje tende a manter o patamar atual até que haja nova leitura de inflação.
A fala de Gleisi também cita impactos sobre a relação dívida/PIB e comenta que alguns defendem medidas de corte de gastos para reduzir o endividamento. O tema da política fiscal é apresentado como central no debate.
Na avaliação da ministra, o comportamento recente do dólar favorece nova trajetória de queda da inflação. Na véspera, o câmbio chegou a 5,20 reais por dólar, o menor patamar em cerca de um ano e meio.
A discussão sobre preços de alimentos também é citada pela dirigente. Em 2025, os alimentos tiveram alta de 1,8%, contribuindo para o movimento do IPCA, ainda que abaixo da média da inflação. Obstáculos para 2026 são mencionados por analistas.
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