- Marcas de luxo, como Louis Vuitton, Armani e Rolex, estão investindo bilhões para ter endereços próprios nos EUA e escapar do aluguel.
- Segundo a JLL, aluguéis em 40 corredores comerciais subiram, em média, 10% no último ano, com altas maiores em Madison Avenue (19%) e SoHo (17%).
- A vacância próxima de mínimos históricos aumenta a pressão, especialmente em Nova York, Los Angeles e Miami, que concentram cerca de 80% das novas aberturas de lojas de luxo.
- Projetos bilionários incluem Louis Vuitton em Rodeo Drive, Beverly Hills, com US$ 900 milhões; Armani em Madison Avenue, Nova York, com US$ 400 milhões; e Rolex na Quinta Avenida, com US$ 135 milhões.
- Além do ultra-luxo, Uniqlo investiu US$ 350 milhões na flagship da Quinta Avenida, IKEA comprou um edifício no SoHo por US$ 213 milhões e ECA Limited vendeu imóvel em Beverly Hills por US$ 400 milhões.
Marcas de luxo estão acelerando a construção de endereços próprios nos Estados Unidos para escapar de aluguéis cada vez mais altos e incertos. Empresas como Louis Vuitton, Rolex e Armani investem bilhões para criar espaços próprios. A tendência é vista como estratégia de sobrevivência de marca.
O relatório de varejo da JLL analisou cerca de 40 corredores comerciais nos EUA e aponta que o movimento envolve planejamento de longo prazo, não apenas ajustes pontuais. O objetivo é consolidar presença em locais-chave.
No último ano, aluguéis em corredores urbanos cresceram em média 10%, com variações expressivas em algumas áreas. Madison Avenue registrou alta de 19%, SoHo, 17%. Philadelphia e Chicago mostraram impactos diferentes.
Projetos bilionários
Louis Vuitton planeja um complexo de US$ 900 milhões em Beverly Hills, na Rodeo Drive. O projeto The Destination Block ocupará um quarteirão e incluirá flagship, espaços expositivos, café e rooftop.
Giorgio Armani concluiu, em 2024, um complexo de uso misto em Madison Avenue, Nova York, avaliado em US$ 400 milhões. São 12 andares com boutique, Armani/Casa, restaurante e residências.
Rolex avança em Nova York com uma torre de 28 andares na Quinta Avenida, orçada em US$ 135 milhões. O objetivo é manter controle sobre a narrativa da marca, com showroom imersivo de engenharia.
A JLL classifica essa estratégia como buy their way in, ou seja, comprar o próprio acesso ao mercado. A liquidez do varejo de rua está em níveis altos desde 2015, com investimentos em ativos de varejo crescendo 82% em 2025.
Além do ultra-luxo
O movimento não se restringe ao ultra-luxo. Em janeiro, a Uniqlo comprou parte de sua flagship na Quinta Avenida por US$ 350 milhões, deixando permanente um dos maiores espaços de aluguel.
A IKEA também atuou no mercado com a compra de um edifício na 529 Broadway, SoHo, por US$ 213 milhões. Em Beverly Hills, a ECA Limited vendeu imóvel na Rodeo Drive por US$ 400 milhões, para comprador não revelado.
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