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Partido Trabalhista arrisca derrota sem melhorar ruas do Reino Unido

Estudo aponta o declínio das high streets como principal motivo de descontentamento local, com risco para o Labour se não houver recuperação do comércio

People ranked improving shopping areas only behind good healthcare and reducing crime among local issues, according to polling.
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  • Um estudo da Universidade de Southampton aponta que a queda das high streets é o principal tema para eleitores, com pelo menos 8 mil estabelecimentos a menos em 2025 ante 2019 e cidade-centro em declínio.
  • Em outubro de 2025, 28% das vendas de varejo ocorreram online, frente a 19% em 2019; restaurantes passaram de pouco mais de dezessete mil para vinte e cinco mil desde 2019.
  • Lojas de vape e de desconto cresceram, enquanto livrarias, lojas de roupas e fósseis de outros setores reduziram; serviços como salões de beleza expandiram presença.
  • O governo lançou um pacote de regeneração de 5 bilhões de libras em 10 anos, com 250 localidades recebendo até 20 milhões cada; também haverá a primeira “cidade do sexo” em 2026, segundo comunicados.
  • Parlamentares do Labour dizem que o destino político do partido depende de enfrentar o declínio local, destacando que mudanças no comportamento de consumo e encargos como a inflação afetam as high streets.

O declínio das high streets britânicas pode definir o resultado da próxima eleição, aponta estudo da Universidade de Southampton. A pesquisa associa a deterioração dos centros urbanos a ressentimento local, especialmente entre eleitores de Reform UK.

Segundo o estudo, as ruas comerciais estagnaram mais do que outras áreas nos últimos dez anos, com marcas tradicionais fechando lojas e o crime aumentando. A percepção de declínio é mais aguda em áreas com forte identidade local.

A importância da renovação dos espaços de comércio foi apontada como a terceira maior prioridade dos eleitores, atrás de saúde e redução da criminalidade, segundo pesquisa do YouGov.

Entre os apoiadores de Reform UK, o declínio é mais intenso, revelando uma “relação de lugar” negativa com Westminster, segundo os pesquisadores. MPs do Labour dizem estar alarmados com o estado das high streets.

Como resposta, o governo anunciou medidas como um desconto de impostos sobre negócios para pubs e uma futura “estratégia de high street”, com mais ações a serem divulgadas ainda neste ano. Dan Tomlinson ressaltou a necessidade de adaptação.

Análises do Guardian com dados do Ordnance Survey indicam que houve pelo menos 8.000 lojas a menos em 2025 frente a 2019, com varejo tradicional em retração e surgimento de novos tipos de estabelecimentos.

Onda de consumo online continua a influenciar mudanças: 28% das vendas de varejo foram feitas pela internet em outubro de 2025, ante 19% em 2019, segundo a ONS. Restaurantes na high street cresceram de 17 mil para 25 mil desde 2019.

  • Mudanças no mix de negócios
  • Eleições e políticas públicas

Leigh Ingham, deputada do Labour, afirmou que há sensação de declínio nas cidades e defendeu lei para permitir uso temporário de lojas vazias por projetos comunitários até ocupação permanente. O relatório cita impacto amplo na vida local.

Will Jennings, chefe da pesquisa, afirma que o destino político do Labour depende de enfrentar o pessimismo local, apontando que Fraser Westminster não é visto como eficiente para a economia regional. A pesquisa unifica dados sobre setores.

A análise sustenta que mudanças começam a se refletir na composição de lojas: cadeias de ginásios cresceram 46%, while lojas tradicionais recuam. Além disso, serviços como salões e tatuagem ganharam espaço, compensando quedas de setores como livrarias.

No panorama de comodidades públicas, o número de sanitários caiu cerca de 20% e o uso de dinheiro diminuiu com o crescimento de pagamentos com cartão, refletindo ajustes fiscais locais e tecnológicos.

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