- Daniel Vorcaro esteve no Planalto ao menos quatro vezes entre 2023 e 2024, conforme registros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) obtidos pela Lei de Acesso à Informação.
- A primeira visita ocorreu em 4 de dezembro de 2023, às 15h42; em 1º de março de 2024, às 14h33; e em 3 de abril de 2024, às 17h29, com uma terceira ida em 2024 fora da agenda oficial.
- A reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu, entre outros, Guido Mantega (representante do Master), o ex-ministro, e envolveria também os ministros Rui Costa e Alexandre Silveira, o economista Gabriel Galípolo e Augusto Lima.
- No encontro, Vorcaro afirmou que o Master visava reduzir a concentração bancária; relatou interesse do BTG para compra, com proposta simbólica de R$ 1 e sem lastro.
- Lula teria respondido de forma contundente, citando críticas a Roberto Campos Neto e orientando Vorcaro a seguir adiante sem vender o banco ao BTG; o encontro não consta do relatório oficial de visitantes do GSI.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, esteve no Planalto ao menos quatro vezes entre 2023 e 2024. Em uma dessas visitas, teria conversado com o presidente Lula sobre a possível venda da instituição. Registros do GSI foram obtidos pela LAI.
A primeira visita ocorreu em 4 de dezembro de 2023, às 15h42. Em 2024, houve entradas em 1º de março, às 14h33, e 3 de abril, às 17h29. A apuração aponta uma terceira ida naquele ano, em reunião fora da agenda, no mesmo dia.
Detalhes da reunião
A reunião externa envolve Lula e um grupo com Mantega, Galípolo, Costa, Silveira e Augusto Lima, segundo apuração de veículos. Mantega teria atuado como representante do banco; Vorcaro participou da conversa.
Antes do encontro, Mantega teria se reunido com Marco Aurélio Ribeiro, chefe do Gabinete Pessoal da Presidência. Após essa conversa, houve a solicitação para falar com Lula, que aceitou receber o grupo.
No encontro, Vorcaro afirmou que o Master buscava romper o monopólio bancário. O BTG Pactual, de André Esteves, teria demonstrado interesse em comprar, mas segundo ele, o negócio não teria lastro, segundo relatos.
Lula teria respondido de forma enfática, criticando o então presidente do BC, Campos Neto, e comentado negativamente sobre Esteves. O presidente, ainda segundo apuração, orientou Vorcaro a seguir adiante sem vender ao BTG.
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