- Bybit anunciou planos de lançar contas bancárias denominadas em dólar com IBANs, chamadas MyBank, em fevereiro de 2026, via instituições licenciadas parceiras, permitindo saldos em dólar e 17 outras moedas.
- As contas devem suportar 18 moedas, com verificação de conformidade “conheça seu cliente” realizada tanto pela Bybit quanto pelos bancos parceiros.
- O objetivo é tornar Bybit mais parecido com um neo-banco, facilitando a conversão entre fiat e ativos digitais.
- A iniciativa inclui serviços para varejo e custódia institucional, com foco em expansão internacional e possível entrada no mercado americano no longo prazo.
- A Bybit possui licenças regulatórias em outros países, mais de 82 milhões de usuários e acordos com quase dois mil bancos; a empresa enfrentou um ataque de 1,5 bilhão de dólares em 2025 e recomprou quase 300 milhões de dólares em tokens.
Bybit anunciou a implementação de contas bancárias em dólares, com IBANs, por meio de parcerias com instituições licenciadas. O lançamento, previsto para fevereiro de 2026, marca a chegada de um modelo de neo-banco para a segunda maior exchange de criptomoedas por volume de negociações.
As contas MyBank permitirão saldos em dólar e em 17 outras moedas, com suporte a 18 divisas no total. A iniciativa depende de aprovações regulatórias e envolve parcerias com bancos licenciados, como o Pave Bank, com sede na Geórgia. O acesso requer verificação “know your customer” pelas instituições envolvidas.
Infraestrutura financeira encontra o trading de cripto
Ben Zhou, CEO da Bybit, destacou que as contas facilitarão a conversão entre fiat e ativos digitais, abrindo caminho para transferências rápidas entre moedas tradicionais e cripto. A Bybit opera em mais de 200 jurisdições e já mantém acordos com cerca de 2 mil bancos para sustentar sua infraestrutura.
O plano também inclui a expansão para serviços de custódia voltados a investidores institucionais, como bancos e grandes investidores interessados em tokenização de ativos reais, como imóveis ou ações. Zhou mencionou a prioridade de dominar áreas como negociação de ativos do mundo real (RWA) e mercados de previsão.
Regulação, crescimento e ambições nos EUA
A Bybit possui licenças regulatórias em várias jurisdições, incluindo uma licença completa de Provedor de Ativos Virtuais nos Emirados Árabes e conformidade com MiCA, na UE. Dados da empresa apontam crescimento de entradas de ativos, de US$ 1,3 bilhão no Q3 2025 para US$ 2,88 bilhões no Q4.
A empresa sinalizou interesse na expansão norte-americana, em meio a um cenário de eventual listagem pública e contato com grandes bancos para consultoria sobre eventual ingresso no mercado dos EUA. Ainda não há data definida para entrada no país, que exige operação por parceiro licenciado.
Contexto e lições da gestão de crise
Em 2025, a Bybit enfrentou um ataque avaliando em US$ 1,5 bilhão, com tokens roubados concentrados principalmente em Ether e derivados. A empresa afirmou ter mantido plena disponibilidade de serviços e recomprado parte dos ativos, adotando transparência radical. O roadmap de 2026 reforça o objetivo de ampliar a base de usuários para além dos atuais 82 milhões.
A estratégia de integração entre serviços financeiros tradicionais e cripto observa o movimento de consolidação no setor, com outras plataformas, como Binance, buscando licenças regulatórias e novas áreas de atuação para além das negociações puramente digitais.
Entre na conversa da comunidade