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Copom deve cortar juros em março; Fed vai esperar para ver

Copom sinaliza início do ciclo de afrouxamento em março, com corte inicial de 25 pb; Fed mantém juros em 3,50%–3,75% e não indica cortes imediatos

Jerome Powell, presidente do FED: sem cortes de juros à frente
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  • No Brasil, o Copom manteve a Selic em 15,00% ao ano, mas sinalizou início de corte já na próxima reunião, em março, com possível recuo de 25 pontos-base.
  • O BC enfatizou que o ritmo do afrouxamento dependerá da confiança no cumprimento da meta de inflação, indicando calibragem gradual.
  • Nos Estados Unidos, o Fomc manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, sugerindo que cortes não devem ocorrer no curto prazo.
  • Jerome Powell afirmou que muitos diretores do Fed veem a política monetária como apenas moderadamente restritiva, reforçando a cautela com cortes.
  • No pré-mercado, ETFs brasileiros e contratos futuros norte-americanos operam em leve alta; IGP-M de janeiro ficou em +0,41% e pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA ficaram em 206 mil.

Na manhã de quinta-feira, 29 de janeiro, investidores digerem decisões de política monetária no Brasil e nos EUA. O Copom sinalizou possível início de cortes já na próxima reunião de março, enquanto o Fed manteve as taxas estáveis e não sinalizou alívio imediato. O tom foi de cautela e recalibração das projeções.

O mercado reagiu com ajuste na curva de juros e expectativa de trajetória mais moderada para o curto prazo. Mesmo com o início do afrouxamento no Brasil, a leitura é de que a Selic ficará acima do neutro por algum tempo. Nos EUA, a cautela prevale, com cortes adiados.

Cenários

As decisões do Copom e do FOMC, divulgadas na quarta-feira, divergiram em nuances. No Brasil, houve confirmação de início de cortes, possivelmente já em março, com 25 pontos-base, segundo o tom do comunicado. O foco é a inflação dentro da meta.

O Copom manteve a Selic em 15,00% ao ano, decisão unânime. O texto apontou que a estratégia tem se mostrado capaz de manter a meta, mas o ritmo dependerá da confiança no cumprimento da inflação. O mercado ajusta a expectativa de trajetória.

Nos EUA, o FOMC manteve a taxa entre 3,50% e 3,75% ao ano. O comunicado ressaltou expansão econômica sólida e trabalho estável. Jerome Powell indicou que a política continua não restritiva no momento, ajudando a sustentar a cautela com cortes.

A leitura geral é de que o FED não tem pressa para reduzir juros, mesmo com sinais de aquecimento econômico. Contingências políticas envolvendo o FED não alteraram a decisão de hoje, segundo as autoridades.

Perspectivas

No Brasil, o andamento da inflação e a confiança no cumprimento da meta moldam o caminho de cortes. Projeções indicam Selic em torno de 11,50% ao fim de 2026, com ajuste gradual, possivelmente a partir de abril.

Nos EUA, contratos futuros apontam dois cortes de 25 pontos-base até o fim de 2026, mas dependem dos dados econômicos. A dúvida sobre ritmo de aperto permanece, com o Comitê enfatizando dados como fomentadores das decisões.

Indicadores

Brasil — IGP-M de jan observado +0,41% e previsto +0,41%, com o antecessor em -0,01%.

Estados Unidos — Pedidos iniciais de seguro-desemprego esperados em 206 mil, frente aos 200 mil da leitura anterior.

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