- A House of Lords abriu uma investigação sobre a expansão das stablecoins, buscando entender o papel delas no UK e como regulamentações atuais podem equilibrar inovação e estabilidade financeira.
- O foco inclui stablecoins em libra esterlina e moedas dolarizadas, analisando como o uso dessas moedas pode afetar pagamentos, poupança e mercados financeiros no futuro.
- O comitê pediu evidências por escrito até 11 de março, com audiências públicas a serem realizadas depois, para comparar o cenário britânico com EUA e União Europeia.
- A investigação ocorre enquanto o Banco da Inglaterra avança com um regime para stablecoins sistêmicas, com propostas de depósito no próprio banco e acesso a uma linha de liquidez; reservas previstas em 60% de títulos de curto prazo do governo e 40% de depósitos no banco central.
- O BoE aponta que a adoção crescente pode reduzir depósitos bancários e, consequentemente, o crédito disponível, destacando riscos à estabilidade financeira durante períodos de tensão.
A comissão de Regulamentação de Serviços Financeiros da Câmara dos Lordes abriu uma investigação formal sobre o avanço das stablecoins no Reino Unido. O objetivo é avaliar como a regulação proposta pelo Banco da Inglaterra e pela FCA equilibra inovação, estabilidade financeira e proteção ao consumidor. A análise ocorre diante de avisos de risco de deslocamento de depósitos bancários e de impactos no crédito.
O escrutínio foca em stablecoins lastreadas em libras esterlinas e em moedas atreladas ao dólar, que domina o uso no país. Parlamentares questionam como o mercado mudou desde o surgimento das primeiras moedas estáveis, e como o Reino Unido se compara aos EUA e à União Europeia nesse campo.
A iniciativa engloba avaliação sobre o papel das stablecoins em pagamentos, poupança e mercados financeiros, além de possível impacto na política regulatória. A presidente da comissão, Baronesa Noakes, destacou a busca por respostas proporcionais aos desdobramentos do setor.
Contexto regulatório e objetivos
A atuação do Banco da Inglaterra ganha importância com a criação de um regime específico para stablecoins sistêmicas. A instituição pretende finalizar, em 2026, um arcabouço regulatório para moedas de grande escala usadas em pagamentos ou liquidação.
Proposta de framework do BoE
Segundo o BoE, emissores sistêmicos teriam contas de depósito no banco e acesso a uma linha de liquidez. Reservas combinariam 60% em títulos públicos de curto prazo e 40% em depósitos no banco central, com limites temporários em estudo.
Riscos e impactos no crédito
O regulador sustenta que a adoção acelerada pode reduzir depósitos bancários e, consequentemente, o crédito disponível a famílias e empresas. Analistas citam preocupação com estresse financeiro em cenários de turbulência, caso grandes volumes migrem para tokens digitais.
Perspectivas e desdobramentos
A comissão receberá contribuições por escrito até 11 de março e realizará audiências presenciais posteriormente. O tema envolve também comparação internacional e o papel das stablecoins em futuros mecanismos de pagamento e de regulação. Fontes oficiais reiteram a busca por equilíbrio entre inovação e estabilidade.
Entre na conversa da comunidade