- Deral eleva a previsão da safra de soja do Paraná 2025/26 para 22,04 milhões de toneladas, frente a 21,96 milhões divulgados em dezembro.
- A nova estimativa considera que a colheita já começou, com cerca de 5% da área semeada sendo colhida até o início da semana.
- A projeção indica possibilidade de alta de 4% ante a temporada anterior, ainda que sujeita a condições climáticas.
- Altas temperaturas e chuvas irregulares no início de 2026 tornam as precipitações previstas nesta semana decisivas para confirmar o volume.
- Mesmo com o ajuste para cima, a safra atual fica abaixo do recorde de 22,3 milhões de toneladas registrado em 2022/23.
O Departamento de Economia Rural (Deral) elevou a estimativa da safra de soja do Paraná para 2025/26. A projeção passou de 21,96 milhões para aproximadamente 22,04 milhões de toneladas, impulsionada por condições climáticas mais favoráveis ao longo do período. A região já iniciou a colheita, com cerca de 5% da área semeada retirada até o começo da semana.
Segundo o Deral, o ganho na projeção pode colocar o estado próximo de um aumento de 4% ante a temporada anterior. O relatório ressalta que altas temperaturas e chuvas irregulares neste início de 2026 tornam as precipitações esperadas nesta semana decisivas para manter as boas condições das lavouras.
Carlos Hugo Godinho, agrônomo do Deral, informou que parte do Paraná já recebeu chuvas, mas ainda não há confirmação sobre a distribuição. “Ainda temos previsão de chuva para hoje”, ressaltou. A projeção atual está abaixo do recorde histórico de 22,3 milhões de toneladas, registrado em 2022/23.
Outros grãos no Paraná
O Deral manteve as projeções da primeira e segunda safras de milho do Paraná, em 3,47 milhões e 17,40 milhões de toneladas, respectivamente. A área semeada na segunda safra de milho atinge 2,84 milhões de hectares, com alta de 1% em relação ao ciclo anterior.
Para a primeira safra de milho, já em colheita, a projeção indica crescimento de 14% na comparação anual, com área de pouco mais de 300 mil hectares. O boletim aponta que o milho sustenta boas perspectivas, mesmo sem repetir os recordes de produtividade de 2025.
No caso do feijão, o relatório registrou revisão mais expressiva: a safra de 183,9 mil toneladas na primeira metade do ciclo, após redução de área. A segunda safra deve superar 550 mil toneladas, mantendo um ciclo de oferta menor para o grão no estado.
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