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Exportação de café solúvel do Brasil para os EUA cai 28% em 2025

Tarifa de 50% sobre café solúvel americano freia exportações brasileiras em 2025, com recuo de 28,2% e queda acentuada nos últimos cinco meses

Café torrado em fazenda em Brasília
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  • As exportações brasileiras de café solúvel para os EUA caíram 28,2% em 2025, para 558.470 sacas de 60 kg, com tarifa de 50% em vigor.
  • Entre agosto e dezembro, a cobrança da tarifa freou ainda mais as vendas, com queda de 40% nos embarques no quinto ao décimo mês em relação ao período anterior.
  • As exportações totais de café solúvel do Brasil caíram 10,6% em 2025, para 3,69 milhões de sacas, enquanto a receita externa aumentou 14,4%, para US$ 1,099 bilhão.
  • Principais destinos: EUA continua sendo o maior mercado; Argentina cresceu 40% para 291.919 sacas, Rússia atingiu 278.050 sacas (+9,8%), e Colômbia ampliou para 130.029 sacas (+178,2%); Indonésia, México e Vietnã também compraram.
  • O consumo interno de café solúvel atingiu recorde de 1,170 milhão de sacas em 2025, alta de 9,5% frente a 2024, impulsionado pela popularidade do produto no Brasil.

A exportação de café solúvel brasileiro para os Estados Unidos caiu 28,2% em 2025, para 558.470 sacas de 60 kg. O recuo ocorreu principalmente por tarifas aplicadas pelo governo dos EUA, que mantiveram o imposto em 50% para o solúvel, sem isenção semelhante ao grão verde.

Entre agosto e parte de novembro, a tarifa também pesou sobre as exportações, e o impacto se intensificou no fim do ano. No período de agosto a dezembro, a queda chegou a 40% ante o mesmo intervalo de 2024, segundo a Abics.

A queda de embarques para os EUA contribuiu para uma redução de 10,6% nas exportações totais do solúvel brasileiro em 2025, que totalizaram 3,69 milhões de sacas. Mesmo assim, as receitas com vendas ao exterior atingiram US$ 1,099 bilhão, alta de 14,4% frente a 2024.

A valorização da cotação da matéria-prima elevou o valor médio das exportações, compensando parcialmente a queda no volume. Importadores como Argentina, Rússia, Indonésia, México, Vietnã e Colômbia aparecem entre os principais destinos do solúvel brasileiro.

Destinos e volumes

A Argentina foi o segundo destino, com 291.919 sacas. A Rússia ficou em terceiro, com 278.050 sacas, registrando alta de 9,8%. Outros fornecedores compradores incluíram Indonésia (165.308 sacas) e México (128.595 sacas).

Colômbia apresentou elevação expressiva de 178,2%, alcançando 130.029 sacas. Vietnã ficou com 118.691 sacas, o que reforça a diversidade de mercados diante de tarifas norte-americanas.

Conjuntura e perspectivas

Especialistas indicam necessidade de redirecionar parte da produção para novos mercados, diante das tarifas dos EUA. Outros importadores relevantes também impõem barreiras tarifárias, como União Europeia, China e Japão, o que impõe maior complexidade.

A Abics recomenda intensificar negociações comerciais e buscar acordos com países-alvo para reduzir obstáculos. Enquanto isso, o consumo interno de café solúvel atingiu recorde de 1,170 milhão de sacas em 2025, alta de 9,5% frente a 2024.

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