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Haddad critica ex-presidente do BC por abacaxi deixado a Galípolo

Haddad afirma que Galípolo herdou grave abacaxi do Master, com fraude em carteiras e envolvimento de MPF/PF, levando BRB a ampliar provisões

O ministro Fernando Haddad, da Fazenda. (Foto: André Borges/EFE)
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  • Haddad afirmou que o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, soube dos problemas de liquidez do Banco Master apenas após assumir a instituição.
  • Segundo o ministro, a gestão anterior não relatou irregularidades e não houve diálogo entre o BC e o Ministério da Fazenda até a posse de Galípolo.
  • Ele disse que, desde a posse, houve diálogo com o BC sobre a compra pelo BRB e sobre carteiras de crédito sem lastro que geraram prejuízo ao BRB-DF, estimados em 12,2 bilhões de reais.
  • Há duas ramificações: a venda de carteiras fraudadas ao BRB e a troca de títulos irregulares, levando o MPF e a Polícia Federal à apuração.
  • O rombo pode chegar a até 5 bilhões de reais; o BC avalia aumento da provisão do BRB para cobrir perdas, com mais 2,2 bilhões de reais além dos 2,6 bilhões já previstos.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, soube dos problemas de liquidez do Banco Master apenas após assumir a instituição, no ano passado. Segundo Haddad, a gestão anterior de Roberto Campos Neto não relatou irregularidades ao Ministério.

Haddad disse ainda que, desde a posse de Galípolo, houve diálogo com o BC sobre as dificuldades do Master, incluindo a compra pelo BRB e a questão das carteiras de crédito sem lastro, que custaram 12,2 bilhões de reais ao banco estatal do Distrito Federal. Ele mencionou envolvimento do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

O ministro também destacou que, para Galípolo, havia fraude nas carteiras de crédito adquiridas pelo BRB, classificando o caso como crime e não apenas má gestão. Segundo Haddad, não houve encontro com o empresário por trás do Master, mas houve disputa de narrativas entre concorrentes e quem via insustentabilidade das operações.

Aldecente de apuração envolve duas frentes: a venda de carteiras fraudadas ao BRB, que acionou o MPF e a PF, e a substituição de títulos irregulares por ativos da instituição, com avaliação das garantias. Haddad disse não ter dimensão exata do tamanho do problema.

Dados divulgados recentemente indicam que o rombo no BRB pode chegar a até 5 bilhões de reais, conforme o diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino. O BC já determinou ao BRB uma provisão inicial de 2,6 bilhões para 2026, com possível aumento para cobrir perdas com o Master.

Aquino informou que a qualidade dos ativos do Master forçou a requisição de mais provisões, estimadas em 2,2 bilhões de reais adicionais. As informações indicam um ajuste contábil em aberto para fechar demonstrações futuras.

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